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Indústria lamenta tarifaço; Fiesp culpa governo por “ruídos diplomáticos”


As entidades representativas das indústrias brasileiras lamentaram, nesta quarta-feira (15), a decisão dos Estados Unidos de impor uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros para o mercado americano.

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) atribuiu responsabilidade ao governo brasileiro devido a “ruídos diplomáticos desnecessários”.

“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”, informou a Fiesp em nota.

Segundo a federação, a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma “condução técnica e pragmática”.

Já a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) avalia que a medida cria uma diferença “relevante” em relação aos fornecedores de outros países, o que pode resultar na perda de competitividade da indústria brasileira.

Entre as possíveis consequências, estão a substituição de fornecedores brasileiros, a pressão pela redução de preços e margens e a renegociação de contratos, prazos e condições comerciais.

“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirmou Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da Fiemg.



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