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IA promete reduzir custos e acelerar projetos em infraestrutura


A inteligência artificial, já presente em diversos setores, vem começando a ser incorporada na infraestrutura, prometendo reduzir custos, acelerar os projetos na área, além de automatizar processos comerciais e auxiliar na gestão de projetos e relacionamento com clientes.

Apesar da alta digitalização e automatização de processos, utilização de ferramentas modernas em setores como o agronegócio, que aposta na pulverização por drones, por exemplo, a infraestrutura ainda tem parte de sua operação muito dependente de processos manuais, como em obras, logística, construção pesada, etc.

Em entrevista à CNN, Rodrigo Spínola, CEO da Dalton Lab, startup brasileira que está desenvolvendo projetos em IA voltados à infra comentou mais sobre as expectativas da empresa, além do atual cenário em relação ao uso das ferramentas no mercado.

Segundo o executivo, apesar do alto investimento (R$ 300 bilhões) em infraestrutura, algumas empresas tradicionais dos segmentos tratam a IA como uma simples ferramenta de tecnologia.

A empresa aposta nos chamados “funcionários digitais”, que podem automatizar ações de humanos em deteminados processos, gerando benefícios como a qualificação das oportunidades e prospecção de clientes, por exemplo.

 

O avanço real não está em usar IA para fazer o mesmo de sempre mais rápido. Está em repensar como a operação funciona. Quando você tem um agente de IA que monitora o desgaste de um ativo 24 horas por dia, 7 dias por semana, e aciona a equipe humana no momento certo, você não automatizou uma tarefa — você criou um novo membro da equipe

Rodrigo Spínola, CEO da Dalton Lab

 

Fora do Brasil, nos Estados Unidos e Europa, construturas e empresas de engenharia já adotaram a IA de ferramentas planejar obras, analisar contratos e gerir projetos. Por aqui, a tendência é de que o movimento ganhe força, mas de forma fragmentada.

“Grandes construtoras já usam IA em atendimento e áreas administrativas. O canteiro de obras ainda está atrás. O erro mais comum que vemos é a empresa comprar a ferramenta de IA antes de redesenhar o processo”, disse.

Para ele, sem o planejamento correto para o uso das ferramentas, que vão desde o mapeamento e redesenho dos processos até a implementação, a tecnologia vira um custo e não um ganho real.

“O engenheiro não vai ser substituído por um algoritmo. Mas o processo manual de analisar dados de vibração de uma ponte pode ser feito por um agente de IA em horas, não semanas”

Já na parte pessoal, há expectativas para a aceleração dos ciclos de venda, redução de custos, melhora na organização e ampliação da rede de contatos.

Nos próximos anos, as empresas de infraestrutura que vão liderar são as que tratarem agentes de IA como membros permanentes da equipe, com responsabilidades definidas e supervisão humana. Não é sobre ter a melhor ferramenta. É sobre ter o melhor modelo operacional.”

Ainda segundo Spínola, “o humano continua tomando a decisão — ele só ganha velocidade e precisão”.

 



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