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Hitachi e controlada da Embraer fecham acordo para mobilidade aérea urbana


A Hitachi Energy e a Eve Air Mobility, fabricante de aeronaves elétricas controlada pela Embraer, firmaram um Memorando de Entendimento (MoU) com intenção de desenvolver uma infraestrutura elétrica que possa suportar a mobilidade aérea urbana em escala, numa tentativa de antecipar um dos principais gargalos para a operação comercial de aeronaves de pouso e decolagem vertical, conhecidos como eVTol.

Segundo as empresas, à medida que a mobilidade aérea urbana se aproxima da operação comercial e da expansão em escala deste tipo de veículo, o desafio deixa de ser apenas desenvolver as aeronaves e passa também por garantir energia suficiente para abastecer os vertiportos.

Como se trata de um memorando de entendimento para alinhar estudos e futuras frentes de cooperação, as companhias afirmam que o acordo não prevê investimentos ou aportes financeiros definidos.

A Eve aposta em aeronaves de pouso e decolagem vertical com atenção especial no perímetro urbano de grandes cidades em que o trânsito é um problema crônico. Já a Hitachi Energy ficará responsável por estudar a infraestrutura elétrica necessária para abastecer essas aeronaves, incluindo sistemas de carregamento rápido e integração dos vertiportos à rede.

Segundo Glauco Freitas, presidente da Hitachi Energy no Brasil, embora o memorando tenha sido firmado no Brasil e nos EUA, a intenção é que o modelo seja replicado globalmente. São Paulo e Nova York, duas das cidades com maior tráfego de helicópteros do mundo, aparecem como mercados naturais para esse tipo de operação.

Para Luiz Mauad, vice-presidente de Serviços ao Cliente da Eve, a parceria busca criar as condições para viabilizar a operação comercial dos eVTols. O executivo afirmou ainda que a empresa vem firmando acordos com outras companhias para desenvolver diferentes frentes da mobilidade aérea urbana, mas não quis dizer quais são esses parceiros.

“A Eve estima que São Paulo poderá ter cerca de 300 eVTols em operação nas próximas duas décadas, o que exigirá uma infraestrutura elétrica robusta”, afirma o executivo.

Neste momento, a escala é o que a empresa busca em um contexto de muitas promessas com milhares de cartas de intenção em todo mundo para compra destas aeronaves, o que sinaliza uma possível futura demanda. No Brasil, no entanto, apenas um pedido firme da operadora de mobilidade aérea urbana Revo, que comprou 50 aeronaves.

Os executivos reconhecem que a operação em larga escala ainda enfrenta obstáculos importantes. Um deles é a coordenação do espaço aéreo urbano. Outro é a necessidade de reforçar a infraestrutura elétrica para suportar recargas rápidas e simultâneas das aeronaves, além da evolução da regulamentação.

Mauad destaca ainda que não se trata apenas de instalar carregadores, mas de planejar a disponibilidade de potência, os ciclos de recarga, a integração com a rede elétrica, entre outros pontos.



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