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Guerras impõem custos econômicos profundos e prolongados, aponta FMI


O Fundo Monetário Internacional afirmou, em pesquisa divulgada nesta quarta-feira (8), que guerras causam perdas econômicas grandes e persistentes nos países onde há combates, com a produção caindo cerca de 7% em cinco anos em média e cicatrizes econômicas que duram mais de uma década.

O FMI examinou o custo dos conflitos ativos – agora nos níveis mais altos desde o final da Segunda Guerra Mundial – e as consequências macroeconômicas de aumentos acentuados nos gastos militares em dois capítulos do próximo relatório Perspectiva Mundial. O relatório completo será divulgado na próxima terça-feira (14).

A pesquisa não aborda a guerra no Oriente Médio ou o cessar-fogo de duas semanas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira (8), mas oferece uma visão abrangente das economias em tempos de guerra desde 1946 e dados sobre os gastos com armas de 164 países.

Em 2024, o ano mais recente para o qual há dados disponíveis, mais de 35 países passaram por conflitos em seus territórios e cerca de 45% da população mundial vivia em países afetados por conflitos.

“Além das devastadoras perdas humanas, guerras impõem custos econômicos grandes e duradouros e representam difíceis compensações macroeconômicas, especialmente para os países onde há combates”, apontou o FMI em um blog divulgado na mesma época.

Países envolvidos em conflitos externos podem evitar a destruição física em solo próprio e grandes perdas econômicas, mas os países vizinhos ou os principais parceiros comerciais sentirão o choque, sinalizou o FMI.

“Perdas de produção decorrentes de conflitos persistem mesmo depois de uma década e normalmente excedem aquelas associadas a crises financeiras ou desastres naturais graves”, acrescentou.

O FMI deve cortar a previsão de crescimento global e aumentar as projeções de inflação como resultado da guerra do Oriente Médio, de acordo com a diretora-gerente Kristalina Georgieva à Reuters na segunda-feira (6).

Na terça-feira (7), o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, declarou que a guerra resultará em algum grau de crescimento mais lento e inflação mais alta, independentemente do tempo em que termine.

O FMI afirmou que conflitos contribuem para a depreciação sustentada da taxa de câmbio, perdas de reservas e aumento da inflação, uma vez que o aumento dos desequilíbrios externos ampliou o estresse macroeconômico.



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