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Greve na CPTM: de 126, três maquinistas compareceram ao serviço nesta terça


A greve de ferroviários das linhas 11,12 e 13 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) começou na madrugada desta terça-feira (4). Segundo o Governo de São Paulo, dos 126 maquinistas escalados para o período da manhã nos três ramais, três profissionais compareceram ao serviço.

Durante a tarde desta terça, a CPTM iniciou a operação parcial da Linha 13-Jade entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart, enquanto a circulação nas Linhas 11-Coral e 12-Safira, permaneceu parcial desde o início do dia.

Segundo a CPTM, no horário de pico da manhã, apenas 67% do efetivo operacional previsto estava em atividade, índice inferior ao mínimo determinado pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que estabeleceu a circulação de 80% da operação nos horários de maior movimento e de 60% nos demais períodos.

Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 400 mil [por dia] ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da zona Central do Brasil.

Ao todo, durante a operação parcial das linhas, 21 supervisores foram escalados para a condução das composições – 18 deles na Linha 11 e outros seis na Linha 12. Veja a quantidade de trens disponibilizados durante a greve:

  • Linha 11: em última atualização, 15 trens estavam atendendo à demanda de passageiros. Nos horários de pico em condições normais, os passageiros do ramal teriam 31 trens à disposição;
  • Linha 12: em última atualização, quatro trens estavam atendendo à demanda de passageiros. Nos horários de pico em condições normais, os passageiros do ramal teriam 24 composições à disposição;
  • Linha 13: em última atualização, um trem estava atendendo à demanda de passageiros. Nos horários de pico em condições normais, os passageiros do ramal teriam cinco trens à disposição.

Plano de contingência

Por conta da greve, o governo do estado acionou um plano de contingência, na manhã desta terça, para conter os reflexos da paralisação parcial dos serviços de trem. Além disso, para minimizar os efeitos da paralisação, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos durante toda esta terça-feira.

A CPTM priorizou o atendimento dos trechos com maior demanda das linhas afetadas. Veja:

  • Linha 11-Coral está operando parcialmente entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases;
  • Linha 12-Safira está operando parcialmente entre as estações Brás e Engenheiro Goulart.

No Metrô, a empresa antecipou o atendimento das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para às 4h. A empresa também aumentou as operações nas regiões com maior demanda, como as estações Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda.

O sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) também foi acionado para auxiliar o deslocamento dos passageiros das linhas atingidas. Ao todo, 128 ônibus foram mobilizados.

Na Linha 11-Coral, os ônibus atendem todas as estações entre Estudantes e Corinthians-Itaquera. Na Linha 12-Safira, o serviço opera entre São Miguel Paulista e Calmon Viana, assim como entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart atendidas pela Linha 13-Jade.

O policiamento também foi reforçado nos entornos das estações ferroviárias, dos terminais de ônibus e nas regiões com maior circulação de pessoas.

Reivindicações dos ferroviários

A greve é motivada pelo processo de concessão das linhas ferroviárias à concessionária Trivia Trens. Os ferroviários reivindicam garantias formais de manutenção dos postos de trabalho durante a transição.

A mobilização ganhou força após um acidente em 23 de julho, quando um curto-circuito no pantógrafo de um trem provocou um incêndio em um vagão nas proximidades da estação Brás.

Após o episódio, o Governo de São Paulo determinou que a CPTM reassumisse temporariamente a operação das linhas por 90 dias, enquanto a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) apura possíveis falhas da concessionária.

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil afirma que decidiu manter a paralisação porque não recebeu do governo um compromisso formal de estabilidade para os empregados.

Já o Governo de São Paulo informou que apresentou propostas para atender às reivindicações da categoria, entre elas a absorção de funcionários por outros órgãos estaduais, a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a manutenção do acesso dos trabalhadores ao convênio médico do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo).

“O Governo de São Paulo reitera que lamenta a continuidade da greve. A paralisação compromete o deslocamento de milhares de trabalhadores, estudantes e demais passageiros que dependem diariamente do sistema ferroviário”, afirmou o governo, em nota.



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