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Governo detalha bloqueio no orçamento; R$ 4,9 bi em emendas são barrados


O governo federal publicou na noite desta sexta-feira (29) o detalhamento do bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026.

A nova restrição orçamentária se soma a bloqueio anterior de R$ 1,6 bilhão, de modo que a contenção total do ano soma R$ 23,7 bilhões.

Dentre os recursos travados, o bloqueio contempla R$ 4,969 bilhões em emendas parlamentares.

Lideram entre as pastas mais afetadas da Esplanada dos Ministérios:

  1. Ministério da Defesa: bloqueio de R$ 4,363 bilhões;
  2. Ministério das Cidades: R$ 3,32 bilhões;
  3. Ministério da Educação: R$ 1,6 bilhão;
  4. Ministério da Fazenda: R$ 1,396 bilhão;
  5. Ministério da Saúde: R$ 1 bilhão.

O decreto do governo mantém o mecanismo de faseamento das despesas do Executivo, estabelecendo uma restrição de empenho da ordem de R$ 27,1 bilhões até novembro.

Os limites de empenho fixados para os órgãos são distribuídos entre os meses de julho, novembro e dezembro. A medida visa compatibilizar o ritmo de execução com os ciclos bimestrais de reavaliação fiscal.

“Esse instrumento tem apresentado grande relevância para manter o ritmo de execução da despesa compatível com a previsão de arrecadação da receita, bem como para assegurar a capacidade do Poder Executivo Federal de absorver eventuais novas necessidade de bloqueio. Com essas medidas, o Governo Federal reforça a importância e o seu compromisso com a responsabilidade fiscal”, pontua nota do Ministério do Planejamento e Orçamento.

“O Governo seguirá monitorando a execução orçamentária e financeira, nos termos da legislação em vigor, adotando as medidas necessárias para garantir a adequação do resultado fiscal do exercício às metas estabelecidas”, conclui.

As pastas afetadas têm até o dia 8 de junho para detalhar como irão realizar o bloqueio. Já em relação às emendas parlamentares, o processo de distribuição da contenção, que incidirá em emendas de bancada, seguirá regras e prazos próprios, podendo haver ajustes conforme a priorização do Legislativo.

Confira como foram afetados pelo bloqueio os órgãos do governo

 



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