Os médicos credenciados para a realização dos exames de aptidão física e mental exigidos para a emissão e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) iniciaram um movimento de paralisação em Mato Grosso após mudanças que, segundo a categoria, reduziram significativamente a remuneração destinada aos atendimentos.
De acordo com representantes do movimento, os valores atualmente pagos pelos exames não acompanham os custos necessários para a manutenção da atividade, como despesas com estrutura física, aquisição e manutenção de equipamentos, folha de pagamento de funcionários, tributos e demais encargos operacionais.
Na avaliação dos profissionais, a redução da remuneração tornou a prestação do serviço economicamente inviável, levando clínicas e médicos credenciados a interromperem os atendimentos em diversas regiões do estado.
A paralisação já afeta pelo menos 14 municípios mato-grossenses: Pontes e Lacerda, Mirassol d’Oeste, Vila Bela da Santíssima Trindade, Nova Lacerda, Jauru, São José dos Quatro Marcos, Tabaporã, Primavera do Leste, Rondonópolis, Nova Xavantina, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Juína e Araputanga. Conforme a categoria, a região de Juína também registra suspensão dos atendimentos, e outras cidades estudam aderir ao movimento nos próximos dias.
Os exames médicos são obrigatórios para candidatos à primeira habilitação, renovação da CNH, mudança ou inclusão de categoria, sendo uma das etapas indispensáveis do processo de habilitação.
Segundo os representantes dos médicos peritos, a mobilização busca sensibilizar as autoridades para a necessidade de revisão dos valores pagos pelos exames, garantindo condições para a continuidade dos serviços com qualidade, segurança e sustentabilidade.
A categoria afirma que o movimento não tem o objetivo de prejudicar a população, mas de alertar para uma situação que, segundo os profissionais, compromete a manutenção dos atendimentos e pode provocar a ampliação da paralisação caso não haja uma solução.
Até o momento, não foi divulgada uma previsão para o encerramento do movimento. A expectativa dos médicos é que seja aberto um canal de negociação para discutir a recomposição da remuneração e evitar novos impactos aos motoristas que dependem dos serviços para emissão ou renovação da CNH.











