O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse nesta quinta-feira (6) que o processo para escolha de seu candidato a vice-presidente “foi uma novelinha”, além de minimizar as críticas sobre não ter escolhido uma mulher para a vaga.
“Sempre falei da minha preferência para ter uma vice mulher, não apenas por ser mulher. (…) Se você olhar hoje para quem está do meu lado nessa caminhada, faltam 58 dias até o primeiro turno, todas as mulheres que foram cogitadas para serem minha vice estão do meu lado, colaborando com a campanha”, afirmou o candidato em entrevista ao podcast Market Makers.
Na última quarta-feira (5), Flávio anunciou em coletiva de imprensa o nome do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como companheiro de chapa. Estavam cotadas para a vaga deputadas, vereadoras e demais lideranças femininas da direita, inclusive a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
“Também tivemos ali grandes quadros do PL. A própria Michelle e a própria Júlia Zanatta lá em Santa Catarina, a Priscila Costa no Ceará, a Bia Kicis no DF, a Clarissa Tércio em Pernambuco. Tinham grandes nomes, mas cada uma [estava] decidida. Foi quando veio a possibilidade trazida pelo [Rogério] Marinho do Alfredo Gaspar. […] O que importa é que as mulheres fantasticas da direita estão do meu lado“, declarou.
Flávio também destacou a dificuldade para formar alianças com partidos do Centrão. Após semanas de negociações com presidências que em 2022 se aliaram ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio enfrentará as eleições de 2026 com uma chapa pura.
“Eu tenho que entender que as realidades locais nos estados acabam gerando uma discussão dentro um partido. Não tem um partido que tem uma composição homogênea, todos são heterogêneos, tem pensamentos e preferências. A gente tem que respeitar isso.”











