O presidente da federação de futebol da Tchéquia, David Trunda, manifestou-se publicamente a favor da intenção da Fifa de criar uma subsidiária para gerir a Copa do Mundo com investidores privados.
Apesar das críticas da Uefa, entidade à qual a federação tcheca está diretamente ligada, Trunda disse ver com bons olhos o projeto de Gianni Infantino.
“É claro que precisamos de mais detalhes, mas consigo ver os impactos positivos nas intenções da Fifa”, disse o mandatário do futebol tcheco à Sky News.
“Fui eleito há pouco mais de um ano. Para mim, pessoalmente, todos os projetos que experimentei em cooperação com a Fifa foram muito positivos para o desenvolvimento do futebol europeu”, declarou.
Nesta terça-feira (28), a Fifa anunciou o plano de criar uma subsidiária avaliada em 20 bilhões de dólares (cerca de R$ 102 bilhões) para administrar a Copa do Mundo e os demais eventos organizados pela entidade a partir da venda de participação acionária.
De acordo com o rascunho do projeto, até 20% da empresa poderia ser vendido a investidores privados.
Logo após o plano da Fifa de criar a subsidiária ter sido revelado, a Uefa convocou para esta semana uma reunião de emergência com suas 55 associações filiadas. A organização responsável pelo futebol europeu acusa a entidade máxima de colocar a alma do esporte à venda.
“A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar — especialmente com zero transparência sobre quem lucra financeiramente”, disse a Uefa, em resposta aos relatos sobre a venda de participações nas competições da Fifa.











