Os Estados Unidos e o Canadá não conseguiram chegar a um acordo comercial no fim desta sexta-feira (21) e, com isso, os americanos anunciaram tarifas de 50% sobre algumas importações canadenses, uma escalada nas tensões entre os dois aliados de longa data.
Um alto funcionário do governo Trump afirmou que as tarifas baseadas na Seção 338, incidentes sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses, entrariam em vigor logo após a meia-noite de sábado (22).
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, declarou que havia suspendido as negociações comerciais e que o Canadá retaliaria na mesma proporção (dólar por dólar) em relação às novas tarifas.
A decisão do governo dos EUA ocorreu após três dias de conversas em Washington entre o ministro canadense responsável pelo comércio com os EUA, Dominic LeBlanc, e o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.
“Decidi suspender as negociações comerciais com os EUA e instruí os negociadores canadenses a retornarem a Ottawa”, disse Carney em m comunicado.
“Eles (os negociadores) trabalharam arduamente, de boa-fé, para defender os interesses dos canadenses ao longo dessas negociações, até o último minuto”, afirmou. “No entanto, mudanças de última hora nos termos propostos pelos EUA foram injustas, economicamente inviáveis e colocaram em dúvida a confiabilidade de qualquer acordo.”
Embora as novas medidas afetem uma parcela relativamente pequena das exportações canadenses, elas se somam às tarifas já existentes dos EUA sobre aço, madeira e automóveis. As novas tarifas podem prejudicar a frágil recuperação econômica do Canadá e impactar a forma como os dois vizinhos conduzirão, nos próximos meses, negociações mais amplas para um pacto de livre-comércio.
Elas se aplicam independentemente de os produtos canadenses se qualificarem para tratamento preferencial sob o acordo comercial entre EUA, México e Canadá, o qual havia protegido grande parte da indústria canadense de tarifas americanas anteriores.










