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Estratégia é focar cada vez mais no Brasil, diz CFO da MRV&Co ao CNN Money


A MRV&Co está implementando uma estratégia de concentração em mercados mais rentáveis no Brasil, enquanto reduz sua presença internacional.

De acordo com Ricardo Paixão, a empresa já operou em 130 cidades brasileiras simultaneamente e agora planeja reduzir para 80 cidades, organizadas em 28 núcleos regionais. A empresa está focando principalmente em capitais e algumas cidades do interior de São Paulo, onde identifica maior demanda e renda formal.

“Nossa estratégia é focar cada vez mais no Brasil e no negócio de incorporação imobiliária econômica”, afirmou Ricardo Paixão.

Simplificação operacional

A redução da abrangência geográfica busca tornar a operação mais simples, permitindo ganhos de produtividade.

“A gente está falando de crescer um pouco o volume, mas numa geografia mais simples, numa geografia menor. Com isso, conseguimos ter ganhos de produtividade por ter mais linearidade, por ter mais projetos sendo lançados em cada praça”, explicou Paixão.

Segundo o CFO, a empresa busca manter um equilíbrio, sem ficar dependente de uma única cidade ou núcleo regional, mas concentrando esforços onde consegue desenvolver projetos com melhor logística e rentabilidade mais saudável.

Desinvestimento nos Estados Unidos

Em relação à subsidiária Resia, que opera nos Estados Unidos, a MRV&Co decidiu não iniciar nenhum novo projeto enquanto esta estiver sob sua estrutura.

A empresa anunciou anteriormente um plano de desinvestimento que inclui a venda de cinco projetos estabilizados e grande parte de seu banco de terrenos no país.

“A gente anunciou, inclusive, no ano passado, um plano grande de desinvestimento, que passava pela venda de cinco projetos estabilizados e mais a venda de boa parte do nosso land bank“, detalhou Paixão. O objetivo é completar a venda de US$ 800 milhões em ativos até o final de 2026.

A empresa descontinuou seu programa de guidance para 2026, uma vez que o mercado já tem uma visão mais clara sobre seus lançamentos, vendas, receita e recuperação de margem bruta.

Segundo Paixão, “a discrepância entre as projeções do mercado diminuíram significativamente ao longo dos últimos anos”, o que tornou desnecessária a manutenção de projeções oficiais.



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