O terremoto de magnitude 6,9 que atingiu o norte do Chile nesta segunda-feira (25) teve reflexos sentidos na cidade de São Paulo.
Moradores de diversas regiões, especialmente da zona Oeste da capital e de cidades como São Bernardo do Campo, relataram vibrações em apartamentos. As informações foram confirmadas pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e pelo Centro de Sismologia da USP.
Apesar dos relatos, o Corpo de Bombeiros informou que não houve registro de ocorrências relacionadas a vítimas ou danos materiais imediatos.
Resistência das edificações e segurança
Especialistas explicam que na engenharia moderna, os edifícios são projetados para suportar diferentes tipos de cargas dinâmicas, incluindo ventos e vibrações.
A engenharia sísmica utiliza conceitos de redundância e deformação controlada, o que significa que, caso um elemento falhe, outros componentes mantêm a sustentação para permitir a evacuação mais segura possível dos ocupantes.
Na construção, o uso de estruturas que utilizam conexões flexíveis e com capacidade consistente de deterioração equilibrada, como aço de qualidade, conseguem dissipar a energia do tremor sem sofrer rupturas.
Países com alta atividade sísmica costumam adotar amortecedores de vibração e contrapesos no topo de prédios para reduzir a oscilação, garantindo a estrutura principal.
Por que São Paulo sente tremores distantes?
A percepção de abalos ocorridos nos Andes em solo paulista é explicada pela geologia local. Segundo a RSBR, São Paulo está situada sobre uma bacia sedimentar, característica que possui a propriedade de amplificar as ondas sísmicas.
Dependendo da magnitude e da profundidade do sismo original, essas ondas viajam longas distâncias e tornam-se perceptíveis em edifícios altos.
No entanto, o órgão reforça que é “muito pouco provável” que sismos desse tipo causem danos estruturais graves na cidade.
O que fazer em caso de dúvida estrutural
Embora o risco em São Paulo seja considerado baixo para eventos sismos distantes, a orientação das autoridades é manter a calma.
Em casos onde o morador identifique sinais após um tremor, como rachaduras novas e profundas ou estalos constantes, o procedimento indicado é acionar a Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros para uma avaliação técnica.











