Veja as principais notícias no MODO STORIES
Partido Novo entra com ação no TSE contra atos musicais por democracia
Motorista fica ferido após carro sair da pista na BR-163 em Diamantino/MT
Homem é preso após manter mulher e filho como reféns em SP
Mais de 4 mil eleitores tiveram locais de votação alterados
Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior
Mulher mata marido com facada no peito após discussão em MT
Clássico do NBB tem local alterado, e Maracanã fica livre para Vasco x Boca
Justiça Federal manda Meta restabelecer contas estudantis do RS
NOVA MUTUM CLIMA

Entenda como a proibição de bets afeta o planejamento do futebol brasileiro


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta última sexta-feira (25) a Medida Provisória que proíbe bets e cassinos online no país. A partir de hoje, os apostadores não poderão mais adicionar fundos monetários nos sites e as plataformas de apostas deverão sair do ar no dia 6 de outubro.

Com a operação das bets sendo vetada em território nacional, os contratos atualmente em vigência das casas de aposta com os clubes brasileiros provavelmente serão rescindidos.

 

Como a decisão impacta no futebol brasileiro

Somente na Série A do Campeonato Brasileiro, 14 dos 20 times possuem uma operadora de apostas como patrocinadora principal. Apesar de não terem acordo máster no momento, Mirassol e Bragantino possuem acordos com empresas do segmento para patrocínio secundário.

Apenas Athletico-PR, Bahia, Coritiba e Internacional ficam de fora da lista. O clube baiano, no entanto, possui naming rights vinculados ao seu estádio, chamado de Casa de Apostas Arena Fonte Nova.

As duas principais competições do país, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, também têm seus naming rights vinculados a uma das principais plataformas do ramo, a Betano. Segundo dados da Info Money, as empresas de bets somadas chegaram a aplicar R$ 1,14 bilhão no futebol em 2025, correspondendo a 7,9% das receitas totais dos clubes naquele ano.

Em 2025, cerca de 34% da receita das principais equipes do Brasil vieram de casas de apostas, totalizando R$ 1,1 bi, segundo dados da Sports Value. Em 2026, o investimento do segmento também ultrapassou a casa do R$ 1 bilhão.

Na Série B, também há grande adesão, com 13 dos 20 clubes possuindo vínculos com marcas de bets. Desses, 11 têm acordos considerados máster. O Náutico, por exemplo, negociou os naming rights do seu estádio para a empresa Esportes da Sorte.

 

Repercussão da proibição

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, concedeu entrevista exclusiva à CNN Brasil nesta sexta-feira (25) e afirmou que o futebol brasileiro pode perder cerca de R$ 2,5 bilhões em receitas no próximo anos com a proibição em vigor.

“O futebol brasileiro vai perder, no ano que vem, alguma coisa em torno de R$ 2,5 bilhões”, afirmou Bap, complementando o que esse cenário representa para o Rubro-Negro.

“Isso traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos. A gente estima que as perdas imediatas de receita para o ano que vem sejam de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões e, sem um preparo prévio, é absolutamente impossível que você consiga estancar essa sangria”, finalizou.

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, também concedeu entrevista à CNN Brasil e calculou o tamanho do prejuízo para o clube depois da decisão.

“Aqui temos o impacto de mais de R$ 100 milhões com a medida. Além do patrocínio máster, isso também afeta contratos que a gente tem, como as placas do campo, as camisas que temos já produzidas com seis meses de antecedência. Preocupa muito aqui para o futuro do Fluminense”, comentou o mandatário tricolor.

Mais cedo na tarde de hoje, antes do anúncio oficial do governo, a dupla Fla-Flu já havia se manifestado nas redes sociais em posição contrária à proibição. Veja abaixo:

 

No dia 17 de setembro, clubes brasileiros já haviam se manifestado contra uma eventual proibição, defendendo a manutenção e a regulação do funcionamento das empresas no Brasil.

Veja os valores dos contratos anuais das bets nos clubes brasileiros

De acordo com relatório da consultoria Convocados, o dinheiro das bets equivale a 33% do faturamento comercial e de marketing do futebol brasileiro.

O valor flutua entre 5% a 8% do orçamento total para a maioria das equipes, mas o índice aumenta para equipes com contratos mais robustos, como Flamengo (cerca de 12,85%), Corinthians e São Paulo (10,5%).

A maioria dos times no país possuem contratos de patrocínio com essas empresas, confira a lista completa abaixo:

  • Flamengo R$ 268,5 milhões Betano
  • Corinthians R$ 150 milhões Esportes da Sorte
  • São Paulo R$ 113 milhões Superbet
  • Palmeiras R$ 100 milhões Sportingbet
  • Atlético-MG R$ 62 milhões H2Bet
  • Botafogo R$ 55 milhões VBet
  • Fluminense R$ 52 milhões Superbet
  • Vasco R$ 50 milhões Sportingbet
  • Grêmio R$ 46 milhões Pitaco
  • Cruzeiro R$ 40 milhões Betnacional
  • Santos R$ 35 milhões Novibet
  • Vitória R$ 20 milhões 7KBet
  • Remo R$ 12 milhões VaideBet
  • Chapecoense Sem divulgação oficial ZeroUm

 

 





Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News