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Engenheiro do Google é acusado de usar dados secretos para ganhar apostas


Procuradores federais de Nova York acusaram um engenheiro de software do Google de lucrar aproximadamente US$ 1,2 milhão com apostas na plataforma de mercado de previsões Polymarket, usando informações privilegiadas confidenciais que obteve sobre as pessoas mais buscadas em 2025.

Michele Spagnuolo, o engenheiro de software do Google, teria usado uma conta chamada “AlphaRaccoon” para fazer diversas apostas de “sim” e “não” sobre quem seria a pessoa mais buscada no Google, segundo a denúncia.

“Ao contrário das contrapartes em suas negociações, Spagnuolo sabia o resultado dessas apostas antes do público em geral, porque tinha acesso a dados internos confidenciais e comercialmente valiosos do Google”, alegam as autoridades.

Spagnuolo é acusado de fraude de commodities, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Ele compareceu ao tribunal na quarta-feira (27) e foi liberado mediante fiança de US$ 2,2 milhões, com restrições de viagem.

O Google informou que o engenheiro foi afastado do cargo. Não foi possível identificar imediatamente um advogado de defesa nos autos do processo.

“Estamos colaborando com as autoridades policiais na investigação. O funcionário acessou nosso material de marketing usando uma ferramenta disponível a todos os funcionários, mas usar informações confidenciais para fazer apostas é uma grave violação de nossas políticas”, disse um porta-voz do Google à CNN.

Spagnuolo é agora a segunda pessoa este ano a enfrentar acusações criminais por suposto uso de informações privilegiadas em mercados de previsão.

No mês passado, o Ministério Público dos Estados Unidos, para o Distrito Sul de Nova York, anunciou acusações de uso de informação privilegiada contra um soldado das forças especiais americanas por supostamente usar seu conhecimento sobre a planejada captura militar do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, para fazer apostas na Polymarket antes do evento.

O soldado teria lucrado mais de US$ 400 mil. Ele se declarou inocente.

As autoridades alegam que Spagnuolo usou dados internos confidenciais do Google para fazer diversas apostas sobre a pessoa mais buscada na internet.

Em um dos casos, Spagnuolo apostou US$ 381,12 que “sim” para a possibilidade de d4vd estar entre as pessoas mais buscadas do ano e US$ 5 que d4vd seria a pessoa mais buscada no Google, com uma probabilidade implícita de “ligeiramente superior a 0%”, segundo a denúncia.

Ele também apostou US$ 613.000 que “não” para o papa Leão XIII ser a pessoa mais buscada e pouco mais de US$ 500 mil que Donald Trump não seria a pessoa mais buscada.

As autoridades alegam que o engenheiro lucrou mais de US$ 1,2 milhão, quando o Google anunciou os resultados mais buscados.

A CNN tem uma parceria com outro mercado de previsões, o Kalshi, e usa seus dados para cobrir grandes eventos. Funcionários da redação estão proibidos de participar de mercados de previsões.



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