O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) rebateu críticas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre o legado da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao participar do Fórum Rumos do Brasil, promovido pela Revista Veja nesta segunda-feira (15) em São Paulo, Tarcísio disse que Lula “só vai deixar perda de oportunidade e não vai deixar saudades“.
Em meio à disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, Haddad rebateu os pontos tratados pelo governador.
“Ao contrário do que foi dito pelo Tarcísio aqui, não estamos perdendo nenhuma oportunidade. O Brasil é campeão de energia limpa, hidrelétrica, eólica e solar, campeão em biocombustível, tem um programa de transformação ecológica reconhecido no mundo inteiro.”
Opondo-se ao campo político de Tarcísio, o ex-ministro defendeu o processamento nacional de terras raras.
“O país não tinha noção do que era IA até assumirmos, estamos prospectando todas as oportunidades. Terras raras, que tem gente que acha importante entregar pro Trump pra fazer as pazes com ele, pra nós é um eixo de desenvolvimento”, afirmou Haddad.
Em resposta sobre qual seria o legado da gestão Lula, Tarcísio criticou decisões do presidente.
“Para mim, [Lula] só vai deixar perda de oportunidade e não vai deixar saudade. Acho que a gente deixou o bonde passar e não aproveitamos uma grande oportunidade. Temos muito potencial, precisamos parar de pensar e discutir o país do futuro e passar a construí-lo”, declarou o governador.
“Temos produtos como a cana-de-açúcar, que tem uma relação energia-biomassa gigantesca, geramos etanol, biometano, geramos tudo que o mundo quer, somos parceiros confiáveis pra aquilo que o mundo precisa. E, de repente, essas oportunidades estão passando. Precisamos de uma virada de chave e se qualificar pra dar o salto que o Brasil merece dar. Ele tem vocações maravilhosas e tudo pra ser grande. É uma questão de atitude, se quiser será grande, depende de nós”, completou Tarcísio.
Embate eleitoral
Tarcísio e Haddad são pré-candidatos ao governo de São Paulo e vêm divergindo sobre temas como privatizações e segurança pública.
A oportunidade de contrapor ideias ocorre, como mostrou a CNN Brasil, em um momento de receio de aliados de Haddad de uma disputa sem debates, que avaliam poder levá-lo a uma derrota em 1° turno.
A leitura é que uma disputa totalmente polarizada e sem adversários à direita ou esquerda em São Paulo abriria caminho para que o governador não fosse aos debates, o que inviabilizaria os encontros.











