Veja as principais notícias no MODO STORIES
DICA DE PASSEIO PARA O FERIADOO Circuito Águas do Cerrado, em Chapada dos Gui…
Diplomacia científica no agro pode auxiliar Brasil com barreiras externas
Nobel da Paz é concedido à jurista sul-africana Navi Pillay
Veja o que se sabe e o que ainda falta saber sobre morte de professor
Israel critica Nobel da Paz para juíza e acusa prêmio de legitimar ódio
Inmet alerta para grande perigo de tempestade no Sul do país
Pianista Estela Caldi apresenta projeto “Schubertíade” na Rádio MEC
Agente do ICE atira em homem que estava em carro com criança de 5 em NY
NOVA MUTUM CLIMA

Diplomacia científica no agro pode auxiliar Brasil com barreiras externas


Antes das tarifas, a ciência agrícola. Entre os desafios do agro brasileiro no mercado internacional estão as dificuldades de consolidar a pesquisa nacional como uma das referências mundiais sobre agricultura tropical para possibilitar comparar sistemas de produção adotados ao redor do globo, além de ampliar o reconhecimento do que é desenvolvido no Brasil.

A avaliação é resultado de anos de pesquisa da chefe da Embrapa Gado de Corte e conselheira da Organização Mundial dos Agricultores (WFO), Mariana Pereira, que identifica a persistência de uma visão predominantemente eurocêntrica e norte-americana na definição de parâmetros científicos e produtivos internacionais.

“A Europa tem ainda uma visão muito errada sobre esses temas e sobre a produção no Brasil, que, ao mesmo tempo, é a maior referência em ciência tropical do mundo”, afirma à reportagem.

Segundo Pereira, o desconhecimento sobre as pesquisas, tecnologias e práticas produtivas desenvolvidas no Brasil contribui para a formação de barreiras que antecedem até mesmo as restrições tarifárias e comerciais.

Para superar esse cenário, é necessário ampliar a capacidade de comunicar ao mundo o conhecimento produzido nas instituições de pesquisa e aplicado nas propriedades rurais brasileiras, em um movimento conhecido como diplomacia científica.

O conceito se refere ao uso da ciência, da pesquisa e da cooperação internacional como instrumentos de aproximação entre países, construção de confiança e influência nas decisões globais. Participam pesquisadores e instituições científicas em fóruns internacionais, o intercâmbio de conhecimento e a produção de evidências capazes de subsidiar políticas públicas, negociações e acordos comerciais.

No agronegócio, a diplomacia científica ganha relevância diante das diferenças entre os sistemas produtivos de regiões tropicais e temperadas.

A apresentação de dados científicos sobre produtividade, sustentabilidade, uso da terra e tecnologias adaptadas ao clima tropical pode contribuir para o reconhecimento das particularidades da agricultura brasileira e para a construção de parâmetros internacionais que considerem diferentes realidades produtivas.

No contexto, a ciência passa a desempenhar também um papel estratégico nas relações comerciais, ao oferecer embasamento técnico para o diálogo com parceiros internacionais e ajudar a enfrentar percepções equivocadas sobre a produção agropecuária brasileira.

Uma das estruturas que dão suporte à ciência voltada à agricultura tropical no Brasil é o SNPA (Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária).

Instituído em 1992, o sistema reúne a Embrapa, organizações estaduais de pesquisa, universidades, institutos federais e estaduais, além de outras entidades públicas e privadas ligadas à pesquisa agropecuária.

A rede tem entre os objetivos desenvolver projetos conjuntos, compartilhar informações científicas e coordenar pesquisas para atender às necessidades de regiões, estados e municípios.

A organização ajuda a compreender a base institucional da ciência tropical: ao orientar pesquisas pelas demandas regionais, o sistema oferece uma estrutura para desenvolver soluções adequadas às diferentes condições de produção do país, além de cooperação científica.

A produtora rural Carminha Missio destaca que a integração entre pesquisa de campo no Brasil é uma forma forma de traduzir a “representação de manejos utilizados nas bases produtivas de ponta à ponta no país”, o que faz parte do desafio de “vender bem” a referência brasileira internacionalmente.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News