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Diálogo entre Lula e Trump é sinal importante para negociações, diz Amcham


A Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) defendeu, por meio de comunicado divulgado nesta sexta-feira (21), a importância do diálogo direto entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump para a retomada das negociações sobre o tarifaço.

Para a entidade, a retomada das negociações em alto nível é o caminho prioritário para buscar a redução das sobretaxas em vigor implementadas pelos EUA contra produtos brasileiros importados, evitar novas restrições e construir um entendimento que preserve e amplie o comércio e os investimentos entre os dois países.

Ainda de acordo com o texto, o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, ressaltou que o momento deve ser aproveitado para que se tenha maior previsibilidade para as empresas.

A nota também relembra um levantamento que aponta que 90,5% das empresas consultadas defenderam a intensificação do diálogo diplomático e comercial com os Estados Unidos.

Por fim, a Amcham reafirmou seu compromisso em contribuir com o setor empresarial e com as autoridades brasileiras e norte-americanas para favorecer a construção de um entendimento capaz de superar as atuais divergências entre as duas nações e preservar uma relação econômica equilibrada, previsível e mutuamente benéfica.

Reunião entre Lula e Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou na manhã desta sexta-feira (21) para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em nota, o Planalto afirmou que Trump concordou com nova reunião para discutir as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

“Sobre a recente imposição de novas tarifas ao Brasil em decorrência das investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o presidente Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) são infundadas […] O presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível”, diz trecho do comunicado.

Washignton oficializou a aplicação da nova tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros no mês passado. A medida foi anunciada após recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) e faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

Em julho deste ano, o USTR também confirmou a aplicação de uma nova tarifa de até 12,5% contra o Brasil e outros 59 países que teriam falhado em mitigar a importação de produtos oriundos de trabalho escravo.



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