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Demanda por proteínas aquece mercado de ração no Brasil


Produção de ração no Brasil cresceu 2,8%, em 2025, atingindo 89,9 milhões de toneladas, o que representou alta de 2,8% em relação ao ano anterior. O país aparece como terceiro maior produtor mundial atrás da China e dos Estados Unidos. 

O índice de crescimento brasileiro ficou próximo a média global de 2,9%. Segundo relatório anual Agri-Food Outlook 2026, divulgado pela Alltech, foram produzidas 1,4 bilhão de toneladas de ração no mundo ao longo de 2025, sendo os 10 maiores produtores globais foram responsáveis por 65,2% do total. A pesquisa anual é feita em 142 países e 38.837 fábricas de ração. 

A China aparece em primeiro lugar, com 330,063 milhões de toneladas e alta de 4,8% em 2025.

Nos Estados Unidos foi registrada retração de 0,8%, com 267,383 milhões de toneladas produzidas.  

O Brasil aparece em terceiro lugar e na sequência vem a Índia com produção de 57,729 milhões de toneladas, alta de 4,5% na produção em 2025. 

Os dados da 15ª edição da pesquisa indicam que a expansão da indústria de rações no Brasil é impulsionada pelo crescimento das exportações e também pela demanda crescente por proteínas de qualidade, uma tendência mundial. Todas as atividades agropecuárias no Brasil registraram aumento na demanda.  

Aquicultura: foi o setor onde a demanda por ração registou o maior incremento, de 8,9%. A alta reflete o avanço na produção de peixes cultivados no Brasil como, por exemplo, a tilápia. O aumento dos preços da carne bovina e suína no varejo também aumentou a competitividade dos peixes cultivados no mercado interno.

Bovinos de corte: a produção de ração subiu 7,1% apoiada por margens melhores para o confinamento e custos mais baixos da ração. Além disso, a procura por animais mais jovens e bem acabados para o abate, como a China que exige animais com menos de 30 meses, incentiva a terminação intensiva com uso de ração na reta final da criação.

– Bovinos de leite: o volume no uso de ração avançou 2,8% apoiado por um aumento de 10% na aquisição de leite cru e preços mais estáveis para o produtor, no último trimestre do ano, incentivando a expansão do rebanho. 

Frangos de corte: a ração aumentou 2,7% com a produção atingindo níveis recordes, sustentada pelo consumo doméstico robusto, de 47,8 quilos de frango per capita/ ano, e pelas exportações estáveis, apesar das interrupções comerciais relacionadas à gripe aviária.  

Suínos: a demanda expandiu 1,9% acompanhando volumes maiores de abates e crescimento das exportações.  

Ainda de acordo com a pesquisa também houve incremento na produção brasileira de ração para aves de postura (2,4%), pets (0,7%) e equinos (0,3%).  

O levantamento serve de termômetro para o setor, destacando as principais tendências entre setores produtivos, desafios regionais e oportunidades de crescimento. 

 



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