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Delta Energia ao Capital Insights: Leilão de baterias já devia ter ocorrido


O LRCap (Leilão de Reserva de Capacidade), realizado entre os dias 18 e 20 de março e que contratou 19,5 GW (gigawatts) de potência de usinas termelétricas e hidrelétricas, era necessário para dar segurança frente à expansão das fontes renováveis e poderia até ter sido um pouco maior, na visão do vice-presidente institucional e regulatório da Delta Energia, Luiz Fernando Viana.

Diante isso, o leilão de baterias, em planejamento pelo governo federal, será bastante importante. “Já deveria ter acontecido”, disse ao Capital Insights desta quinta-feira (26).

De acordo com ele, as baterias possuem capacidade de “deslocar o consumo”, armazenando a sobra de energia que se observa durante o dia, quando há muita geração solar, e injetando essa carga no sistema no horário de pico.

Por isso, podem ajudar a solucionar o problema dos cortes de geração renovável, conhecidos como curtailment.

A Delta Energia, porém, não deve participar desse primeiro leilão de baterias, planejado para ocorrer em meados deste ano.

De acordo com ele, no momento a empresa apenas “olha” para uma potencial movimentação mais à frente. Já no LRCap, a companhia disputou e obteve contratos em dois diferentes produtos ofertados, o que possibilitará à companhia ampliar sua termelétrica a gás Willian Arjona e construir uma usina nova, de 168 MW (megawatts).

Em outra frente, a empresa avança nos preparativos para a abertura do mercado livre para os consumidores atendidos em baixa tensão, o que está previsto para ocorrer em 2027 para o comércio e em 2028 para residências.

Com isso, o segmento tende a passar de um mercado de dezenas de milhares de clientes para a casa de milhões de usuários.

Para além da regulamentação de todo esse processo, a ser feita pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o desafio está na adaptação da forma de se comunicar com os clientes, diz o executivo.

Se até agora as comercializadoras de energia estavam habituadas a negociações mais diretas, até mesmo por telefone, com a ampliação do mercado potencial será necessário avançar para um maior uso de canais digitais, o que exige também a atração de novos perfis de profissionais para atuar no segmento.

Na visão do executivo da Delta, os consumidores devem ser atraídos ao mercado livre devido à economia que podem obter nos gastos com energia, que pode alcançar até 30%.

Ainda assim, segundo ele, a migração não será imediatamente após a liberalização, mas será paulatina ao longo de um período de aproximadamente três anos, chegando a cerca de 40% dos atuais 90 milhões de consumidores atendidos pelas distribuidoras.

O Capital Insights vai ao ar semanalmente, às 19h das quintas-feiras. O programa é fruto da parceria entre a Broadcast e o CNN Money.



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