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Cuiabá registra 250 denúncias de violência contra idosos e número pode dobrar em comparação com o ano passado




Casos de agressão contra idosos quase triplicaram em MT em 10 anos
Cuiabá registrou 250 denúncias de violência contra pessoas idosas entre janeiro e maio deste ano, segundo dados da Delegacia Especializada de Delitos contra a Pessoa Idosa (DEDCPI). A Polícia Civil alerta que, mantido o ritmo, o total pode quase dobrar em relação a 2025, quando foram contabilizados 380 casos durante todo o ano.
Segundo o delegado titular da unidade, Marco Aurélio Veloso, o crescimento dos registros não significa apenas aumento da violência, mas também maior conscientização da população sobre como denunciar.
“O que acontece é que, com o auxílio da imprensa, a população passou a ter ciência de como denunciar os fatos. Então hoje os números são apresentados e a gente pode constatar a realidade”, afirmou.
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De acordo com um levantamento realizado pela Polícia Civil, não há um perfil único das vítimas. Os casos envolvem idosos de diferentes classes sociais, níveis de escolaridade e condições econômicas, o que indica que a violência contra a pessoa idosa é um problema amplo e presente em diferentes contextos.
Durante audiência na Câmara Municipal de Cuiabá, o delegado também chamou atenção para a falta de estrutura pública voltada ao envelhecimento da população. Segundo ele, a capital não possui Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) pública e depende de entidades filantrópicas.
Como alternativa, ele defendeu a criação de “Centros Dia”, modelo em que o idoso passa o dia recebendo atendimento e retorna para casa à noite, mantendo o convívio familiar.
O delegado também criticou a leveza das penas previstas no Estatuto da Pessoa Idosa, que variam de seis meses a três anos de prisão, podendo chegar a até 12 anos em casos mais graves. Ele citou um caso recente envolvendo o policial aposentado Luciano Testa, policial civil aposentado flagrado agredindo um casal, de 62 anos e 59 anos, respectivamente, dentro do elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta em Cuiabá, na semana passada.
Segundo a Polícia Civil, o caso segue em investigação e o suspeito continua foragido.
O delegado Marco Aurélio também criticou a leveza das penas previstas no Estatuto da Pessoa Idosa, que variam de seis meses a três anos de prisão, podendo chegar a até 12 anos;
Reprodução



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