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Crise entre EUA e Cuba levanta debate sobre mediação internacional


Os Estados Unidos acusaram criminalmente Raúl Castro por conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronave e homicídio — alegações referentes a um caso de 1996.

O episódio acirrou as tensões entre Washington e Havana e reacendeu o debate sobre quem poderia atuar como interlocutor em uma negociação entre os dois países.

O analista de internacional de CNN Brasil, Lourival Sant’Anna, analisou o cenário e apontou que os problemas econômicos de Cuba não decorrem apenas do embargo americano, mas também da própria disfuncionalidade do sistema cubano.

“Um sistema socialista que não incentiva o empreendedorismo, em que o Estado tem um papel excessivo e que gastou no passado com aventuras militares de guerrilhas em Angola, na África”, afirmou Sant’Anna, acrescentando que, mais recentemente, Cuba também investiu pesadamente no aparato de segurança, chegando a exportar tecnologia de repressão para a Venezuela.

O papel de Raúl Guillermo Rodríguez Castro

Segundo Sant’Anna, Raúl Castro não ocupa nenhum cargo formal atualmente, sendo apenas um símbolo vivo da Revolução de 1959.

O analista explicou que, após problemas de saúde de Fidel Castro em 2006, Raúl assumiu o poder e foi posteriormente sucedido por Miguel Díaz-Canel, figura descrita como muito ideológica e de difícil interlocução com os Estados Unidos.

“Com essa figura aparentemente os Estados Unidos não têm condições de negociar”, avaliou o analista.

Nesse contexto, Sant’Anna identificou Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, como o principal negociador do regime cubano com Washington. “Ele tem a credencial de ser neto do líder da Revolução vivo e, ao mesmo tempo, ser um homem pragmático”, disse o analista.

Segundo ele, Raúl Guillermo é militar, goza de grande confiança do regime e cuida da segurança pessoal das autoridades cubanas — e foi ele quem conduziu as negociações até o momento. Sant’Anna traçou um paralelo com a Venezuela, onde Delcy Rodríguez desempenha função semelhante de mediação.

Pressão americana e controle da informação em Cuba

Sant’Anna destacou que as negociações ainda não produziram resultados concretos, o que levou os Estados Unidos a adotarem uma postura de pressão mais intensa. Uma das iniciativas mencionadas foi o repasse de 100 milhões de dólares por meio da Igreja Católica, de forma a não passar pelo governo cubano.

“Já é uma tentativa de manter uma popularidade, uma simpatia do povo cubano”, analisou.

O analista também mencionou que discursos direcionados ao povo cubano enfrentam barreiras significativas, dado o forte controle da informação no país, agravado pelas dificuldades de fornecimento de eletricidade e de acesso à internet.

“Ainda não está claro o que os Estados Unidos podem conseguir em Cuba”, concluiu Sant’Anna, acrescentando que a estratégia americana busca um resultado rápido, mas que a situação permanece incerta.



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