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Corte no Orçamento significa meter a mão no bolso do trabalhador, diz Lula


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse na noite desta quinta-feira (8) que fazer cortes no Orçamento Público significa “meter a mão no bolso do trabalhador”. O candidato à reeleição pediu que a população “fique preocupada” quando outros postulantes prometerem cortes de gastos.

“Agora, eles estão dizendo que vão fazer cortes. Eu sei que o corte que eles vão propor, e é importante que a sociedade fique atenta […], porque no Brasil, toda vez que um governo fala que vai fazer corte, de ajuste fiscal, ele não fala tentando fazer com que os ricos percam alguma coisa, eles fazem essa proposta para tirar do pobre”, disse à imprensa. “Fiquem preocupados, porque quando se falar em corte significa meter a mão no bolso do povo trabalhador”, prosseguiu.

Em seguida, Lula pontuou que “falar em corte é cortar” diversos benefícios, como o aumento do salário mínimo acima da inflação, o programa Minha Casa, Minha Vida e descontos em medicamentos.

“Então é muito importante a gente ficar atento para não permitir que a sociedade brasileiras seja enganada mais uma vez”, destacou.

Na ocasião, o petista disse que a única forma de fazer com que a dívida diminua efetivamente é “gastar em coisas que são necessárias para o país”.

“Você fazer investimentos em ativos que significam aumento de patrimônio desse país, uma ferrovia, uma hidrelétrica, uma rodovia. E ao mesmo tempo você fazer a economia crescer com muito investimento e obra de infraestrutura, e isso nós sabemos fazer”, continuou. “É isso o que conta nesse país.”

“Só para vocês saberem, peguei o orçamento com 2,8% de déficit e, neste ano, o Orçamento que apresentamos no Congresso Nacional tem superavit. E nos oito anos em que fui presidente fizemos superavit primário todos os oito anos”, pontuou.

As falas de Lula se referem principalmente às propostas do adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Como mostrou a CNN Brasil, caso eleito, Flávio pretende efetuar um corte de gastos na ordem de bilhões em uma “PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da transição”. A campanha defende fazer um movimento oposto à proposta de Lula em 2022, que previa um aumento de gastos em torno de R$ 270 milhões.

Segundo Flávio, o possível corte planejado estará direcionado aos prejuízos gerados pelas estatais e ao combate à corrupção.

“A gente pode fazer um governo moderno, enxuto, combatendo cada centavo de dinheiro público que foi desperdiçado, como por exemplo os contratos superfaturados e o roubo dos aposentado no INSS”, complementou.

Flávio e Lula disputam o segundo turno no próximo dia 25 de outubro. Segundo apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Flávio finalizou o primeiro turno com 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões.



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