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Corpo de mulher enterrada no século III é encontrado por arqueólogo


Durante escavações realizadas em 2023, arqueólogos encontraram restos mortais de uma mulher que acreditam ter pertencido à alta sociedade da Inglaterra, trazendo uma novos indícios sobre tradições funerárias da elite da época.

Localizado em Colchester, a primeira capital da Britânia Romana, a descoberta do túmulo ocorreu durante obras onde ficava o antigo Hospital do Condado de Essex, para construção de moradias em seu lugar.

A descoberta foi confirmada pela revista Smithsonian As análises do corpo feitas pelos arqueólogos, a qual apelidaram de Dama de Lexden, foi enterrada entre os séculos III e V, em um caixão ornamentado com chumbo e acompanhado de diversos objetos funerários.

Os arqueólogos apontam que ela tinha entre 25 e 35 anos quando faleceu. A parte externa do caixão da Dama é decorada com conchas de vieira e padrões geométricos organizados em um formato que remete a um diamante.

Com a mulher, grampos de cabelo feitos de azeviche, frascos de vidro e vestígios de incenso foram encontrados enterrados. Esses objetos enterrados juntos a ela podem indicar que eram coisas valiosas para se ter antes do sepultamento.

Sabe-se que, na britânia romana, tinha-se o costume de cobrir o corpo dos falecidos com gesso líquido ao sepultar, tanto que a jovem falecida foi encontrada assim. Contudo, os pesquisadores não sabem informar exatamente por que isso era feito.

Porém, para a arqueologia, isso é uma vantagem, assim os detalhes do morto são preservados, mesmo que tenham morrido há milhares de anos.

A raridade dos caixões de chumbo

No período romano, caixões de chumbo eram reservados para pessoas com posições sociais elevadas, sendo cristãos ou não. Apenas cerca de 400 caixões de chumbo foram descobertos na Grã-Bretanha.

A junção desses caixões com os artefatos que eram enterrados em conjunto, eram utilizados não apenas para preservação do corpo, mas também para garantir a passagem segura da vida para a morte.

Sabe-se que, através de análises de restos mortais, que alguns dos sepultados eram romanos ou de outras regiões do Império Romano. Analisando todo o contexto encontrado nessa descoberta, os pesquisadores associam a identidade da mulher como sendo romana e pagã.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix



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