Os riscos da tadalafila sem prescrição
As vendas de tadalafila dispararam mais de 2.000% no Brasil em dez anos, impulsionadas pela promessa de melhorar o desempenho sexual e físico. Especialistas alertam para riscos do uso sem indicação médica.
Virou sensação entre os homens sob a promessa de melhorar o desempenho sexual e físico. Mas é carregada de riscos e vem acendendo alerta entre médicos.
Eu estou falando da tadalafila, apelidada de tadala. O consumo desse medicamento aumentou muito no Brasil.
As vendas cresceram mais de 2.000% em dez anos. De cerca de 3 milhões de caixas vendidas em 2015 para quase 75 milhões em 2025.
Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp
Tadalafila é o 2º remédio mais vendido do Brasil
Reprodução/TV Globo
E muito impulsionado pelas redes sociais… por influenciadores, usuários e até profissionais de saúde.
Mas o que é a tadalafila? Ela é um vasodilatador. Ou seja, ajuda a dilatar os vasos e a melhorar o fluxo sanguíneo em determinadas regiões do corpo.
O remédio é indicado principalmente para o tratamento da disfunção erétil. E também para casos de hipertensão arterial pulmonar e sintomas urinários relacionados ao aumento da próstata.
Só que a tadalafila acabou ficando popular entre homens jovens saudáveis, que buscam potencializar o desempenho na cama.
E, mais recentemente, também entre frequentadores de academia para ganhar massa muscular.
Mas nada disso tem evidências científicas. O benefício do uso do remédio em pessoas saudáveis não foi comprovado em nenhum dos dois casos.
Uso indiscriminado de tadalafila pode gerar dependência psicológica, alerta médico
Especialistas afirmam que a substância não aumenta o desejo sexual, nem cria uma ereção automática.
A Anvisa e o Ministério da Saúde também já emitiram alertas sobre os perigos da tadalafila como um estimulante de pré-treino.
Para médicos ouvidos pela DW, todo esse hype em torno do remédio é uma tendência preocupante.
Porque a tadalafila pode favorecer uma dependência psicológica, apesar de não causar dependência química. Esses homens passam a achar que só vão ter um sexo satisfatório se tiverem tomado o remédio.
Isso sem contar os riscos à saúde.
Os efeitos adversos mais comuns são dor de cabeça, dores musculares, congestão nasal, vermelhidão no rosto e desconfortos gastrointestinais, como azia e queimação no estômago. Em situações mais raras, os efeitos podem ser até mais graves.
E os riscos aumentam quando o uso é combinado com outras substâncias. Como álcool, energéticos, anabolizantes e drogas recreativas.
Por isso os especialistas alertam contra a automedicação. O uso só é adequado quando há indicação médica para cada caso.
Source link











