A segunda safra de milho segue apresentando desenvolvimento satisfatório na maior parte das regiões produtoras do Brasil, reforçando a perspectiva de elevada oferta no mercado nacional. Apesar do cenário positivo, produtores acompanham com atenção os impactos das condições climáticas registradas em algumas áreas específicas de produção, especialmente em estados como Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul, onde episódios de geadas e o tempo seco vêm gerando preocupação em relação à produtividade das lavouras.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o mercado também reflete a incerteza provocada pelas condições climáticas. Parte dos vendedores tem adotado postura cautelosa nas negociações, avaliando possíveis impactos sobre a produção antes de avançar na comercialização do cereal. Com isso, muitos produtores seguem firmes nos preços pedidos.
Para entender o impacto no seu bolso, confira o que vai movimentar a economia de Mato Grosso nesta semana.
Por outro lado, há agricultores e empresas mais flexíveis nas negociações, principalmente diante da necessidade de liberar espaço nos armazéns para a chegada da nova safra e reforçar o fluxo de caixa neste período do ano.
Do lado da demanda, compradores têm atuado de forma pontual no mercado, aproveitando momentos de recuo nos preços para realizar aquisições estratégicas. Segundo o Cepea, muitas indústrias e consumidores ainda possuem estoques suficientes para atender as próximas semanas, fator que reduz a pressão imediata por novas compras em grande volume.
O cenário acompanha a expectativa de uma safra robusta em importantes estados produtores, especialmente em Mato Grosso, maior produtor nacional de milho segunda safra, onde as condições das lavouras seguem, em grande parte, favoráveis ao desenvolvimento das plantas. Ainda assim, agentes do setor continuam atentos ao comportamento climático nas próximas semanas, período considerado decisivo para a definição da produtividade em várias regiões do país.
DISPONÍVEL
Campo Novo do Parecis
44,15
-0,23
Campos de Júlio
44,20
-0,45
Ipiranga do Norte
39,80
-0,13
Lucas do Rio Verde
41,40
-0,36
Porto dos Gaúchos
39,05
-0,38
Primavera do Leste
45,95
-0,22
Tangará da Serra
44,75
-0,11
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Campo Novo do Parecis
34,72
-1,37
Campos de Júlio
32,35
-1,48
Ipiranga do Norte
32,11
-1,48
Lucas do Rio Verde
34,21
-1,39
Porto dos Gaúchos
45,26
-1,07
Primavera do Leste
38,37
-1,26
Tangará da Serra
33,78
-1,42
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis – Paranaguá
480,20
0,93
Campo Novo do Parecis – Porto Velho
301,67
-3,21
Campo Novo do Parecis – Rondonópolis
181,41
0,75
Campo Novo do Parecis – Santos
500,69
-0,35
Campo Verde – Alto Taquari
–
0,00
Campo Verde – Paranaguá
418,90
0,19
Campo Verde – Rio Verde
–
0,00
Campo Verde – Rondonópolis
90,08
2,81
Campo Verde – Santos
420,66
-0,61
Canarana – Alto Araguaia
190,00
0,00
Canarana – Paranaguá
446,98
0,12
Canarana – Santos
470,98
-0,63
Canarana – Uberlândia
293,27
0,06
Diamantino – Alto Taquari
–
0,00
Diamantino – Paranaguá
455,48
3,19
Diamantino – Rondonópolis
158,21
4,71
Diamantino – Santos
473,15
1,39
Rondonópolis – Alto Taquari
–
0,00
Rondonópolis – Maringá
–
0,00
Rondonópolis – Paranaguá
392,72
0,00
Rondonópolis – Santos
407,50
0,00
Sapezal – Porto Velho
–
0,00
Sorriso – Alto Taquari
–
0,00
Sorriso – Cuiabá
128,75
-0,96
Sorriso – Miritituba
308,65
-0,98
Sorriso – Paranaguá
486,11
0,00
Sorriso – Rondonópolis
171,52
0,37
Sorriso – Santos
507,01
1,79
ÁREA 25/26
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.236.090,52
2,75
Mato Grosso
52.653.293,03
1,81
Médio-Norte
19.282.451,13
0,53
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