Após meses marcados pelo calor intenso, baixa umidade e queimadas em diversas regiões do país, a aproximação da primavera traz uma mudança aguardada pelos produtores rurais: o retorno das chuvas. No entanto, especialistas alertam que a água, essencial para o desenvolvimento das lavouras, também pode se transformar em um desafio quando ocorre em excesso.
O tema ganha relevância especialmente em estados agrícolas como Mato Grosso, onde milhares de produtores se preparam para mais uma safra de soja e milho. Embora a regularidade das precipitações seja fundamental para garantir o bom estabelecimento das culturas, volumes elevados de chuva podem provocar impactos significativos na produtividade.
Segundo especialistas do setor agrícola, quando o solo permanece saturado por longos períodos, as raízes encontram dificuldades para absorver oxigênio e nutrientes, comprometendo o desenvolvimento das plantas e aumentando a vulnerabilidade a doenças.
Excesso de chuva também gera prejuízos no campo
Muitos produtores associam os maiores riscos climáticos à seca, mas o excesso de precipitação também figura entre os principais fatores responsáveis por perdas agrícolas no Brasil.
Levantamentos da Embrapa apontam que eventos climáticos relacionados ao excesso de chuvas estiveram entre as principais causas de redução da produtividade em culturas estratégicas para o agronegócio nacional.
Dados compilados ao longo da última década mostram que alterações climáticas associadas ao aumento das precipitações provocaram perdas médias de aproximadamente 10% na produção de soja e 7,1% na cultura do milho em diferentes regiões do país.
Além dos danos fisiológicos causados às plantas, o excesso de água também compromete a logística das propriedades rurais.
Operações de plantio, pulverização e manejo frequentemente precisam ser interrompidas quando o solo apresenta saturação elevada, dificultando a entrada de máquinas e aumentando os custos operacionais.
Mato Grosso entra em fase decisiva para a safra
O alerta ocorre justamente em um período estratégico para o agronegócio mato-grossense.
Com o início do plantio da soja em diversas regiões do estado, produtores acompanham atentamente os prognósticos meteorológicos para avaliar a distribuição das chuvas nas próximas semanas.
Mais importante do que grandes volumes acumulados é a regularidade das precipitações ao longo do ciclo produtivo.
Especialistas explicam que períodos prolongados de solo encharcado podem causar redução do crescimento radicular, limitar o aproveitamento dos fertilizantes e favorecer o surgimento de doenças fúngicas que afetam diretamente o potencial produtivo das lavouras.
Solo bem preparado faz diferença
Para minimizar os impactos do excesso de chuva, técnicos recomendam atenção especial ao manejo do solo.
Entre os fatores considerados fundamentais estão:
- Controle da compactação;
- Boa cobertura vegetal;
- Conservação da matéria orgânica;
- Planejamento da drenagem;
- Monitoramento constante das áreas cultivadas.
A qualidade estrutural do solo influencia diretamente sua capacidade de infiltração e armazenamento de água, reduzindo riscos de encharcamento durante períodos de precipitações intensas.
Tecnologia ganha espaço na proteção das lavouras
Diante da crescente instabilidade climática observada nos últimos anos, agricultores têm buscado novas ferramentas para aumentar a resiliência das culturas.
Entre as alternativas utilizadas estão biofertilizantes e soluções voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas.
Essas tecnologias auxiliam no equilíbrio metabólico, favorecem a recuperação após eventos climáticos extremos e ajudam as culturas a enfrentar períodos de estresse ambiental.
Segundo especialistas, o uso dessas ferramentas não substitui o manejo adequado, mas pode complementar as estratégias de proteção adotadas pelos produtores.
Clima cada vez mais imprevisível exige planejamento
O cenário reforça uma preocupação crescente entre agricultores de Mato Grosso e de outras regiões produtoras do país.
Se antes o desafio principal era lidar com a falta de chuva, hoje o produtor precisa estar preparado para extremos climáticos em ambos os sentidos: seca prolongada ou precipitações acima da média.
A expectativa para a primavera e o verão é de que as chuvas retornem com maior frequência, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Porém, o sucesso da safra dependerá não apenas da quantidade de água disponível, mas principalmente da capacidade das propriedades rurais de administrar os efeitos provocados por eventos climáticos cada vez mais intensos e imprevisíveis.
DISPONÍVEL
Campo Novo do Parecis
136,40
0,44
Campos de Júlio
135,60
0,44
Ipiranga do Norte
135,40
-0,15
Lucas do Rio Verde
136,90
-0,15
Porto dos Gaúchos
134,15
-0,15
Primavera do Leste
144,10
-0,69
Tangará da Serra
136,35
0,22
EXPORTAÇÃO MAR/2027
Campo Novo do Parecis
123,28
-0,07
Campos de Júlio
129,59
-0,07
Ipiranga do Norte
123,83
-0,07
Lucas do Rio Verde
125,73
-0,07
Porto dos Gaúchos
135,71
-0,07
Primavera do Leste
129,60
-0,07
Tangará da Serra
122,86
-0,08
ESMAGAMENTO
Mato Grosso
1.155.255,09
-6,78
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis – Paranaguá
501,20
0,00
Campo Novo do Parecis – Porto Velho
273,27
0,00
Campo Novo do Parecis – Rondonópolis
170,26
0,09
Campo Novo do Parecis – Santos
506,54
0,00
Campo Verde – Alto Taquari
–
0,00
Campo Verde – Paranaguá
399,99
0,00
Campo Verde – Rio Verde
–
0,00
Campo Verde – Rondonópolis
87,19
-0,01
Campo Verde – Santos
410,00
0,00
Canarana – Alto Araguaia
160,71
-1,20
Canarana – Paranaguá
435,00
-1,14
Canarana – Santos
450,00
-0,55
Canarana – Uberlândia
281,25
-0,44
Diamantino – Alto Taquari
–
0,00
Diamantino – Paranaguá
440,16
0,00
Diamantino – Rondonópolis
140,24
0,02
Diamantino – Santos
460,60
1,23
Rondonópolis – Alto Taquari
–
0,00
Rondonópolis – Maringá
–
0,00
Rondonópolis – Paranaguá
373,05
0,00
Rondonópolis – Santos
381,38
0,00
Sapezal – Porto Velho
–
0,00
Sorriso – Alto Taquari
–
0,00
Sorriso – Cuiabá
115,00
-2,38
Sorriso – Miritituba
283,75
-0,44
Sorriso – Paranaguá
471,97
-0,09
Sorriso – Rondonópolis
157,96
0,00
Sorriso – Santos
480,00
-0,59
ÁREA 25/26
Centro-Sul
899.079,17
-1,21
Mato Grosso
13.013.815,76
0,04
Médio-Norte
3.606.869,91
-0,63
Nordeste
2.648.209,86
-0,18
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.564.659,62
1,22
Mato Grosso
51.559.059,63
0,29
Médio-Norte
14.260.733,22
-2,34
Nordeste
10.417.258,50
-1,10
SEMENTE SOJA (sc)
TSI – Caixa Vigor
60,32
-1,04
TSI – Crop Star
59,67
-1,04
TSI – Fortenza Elite
108,56
-1,05
TSI – Standak Top
57,35
-1,06
SEMENTE SOJA (bag)
Convencional
5.937,00
-1,05
TSI – Avicta
2.285,25
-1,05
TSI – Caixa Vigor
1.508,00
-1,04
TSI – Crop Star
1.491,67
-1,05
TSI – Fortenza
2.197,18
-1,05
TSI – Fortenza Elite
2.713,95
-1,05
TSI – Standak Top
1.433,79
-1,05
Transgênica
5.020,56
-1,13
DISPONÍVEL
Campo Novo do Parecis
48,00
1,80
Campos de Júlio
49,10
0,61
Ipiranga do Norte
46,50
-0,64
Lucas do Rio Verde
48,80
-0,20
Porto dos Gaúchos
46,40
-0,64
Primavera do Leste
52,50
-2,05
Tangará da Serra
45,00
-0,44
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Campo Novo do Parecis
47,51
0,98
Campos de Júlio
45,15
1,05
Ipiranga do Norte
44,90
1,04
Lucas do Rio Verde
47,01
1,01
Porto dos Gaúchos
58,06
0,81
Primavera do Leste
51,17
0,92
Tangará da Serra
46,58
1,01
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis – Paranaguá
501,20
0,00
Campo Novo do Parecis – Porto Velho
273,27
0,00
Campo Novo do Parecis – Rondonópolis
170,26
0,09
Campo Novo do Parecis – Santos
506,54
0,00
Campo Verde – Alto Taquari
–
0,00
Campo Verde – Paranaguá
399,99
0,00
Campo Verde – Rio Verde
–
0,00
Campo Verde – Rondonópolis
87,19
-0,01
Campo Verde – Santos
410,00
0,00
Canarana – Alto Araguaia
160,71
-1,20
Canarana – Paranaguá
435,00
-1,14
Canarana – Santos
450,00
-0,55
Canarana – Uberlândia
281,25
-0,44
Diamantino – Alto Taquari
–
0,00
Diamantino – Paranaguá
440,16
0,00
Diamantino – Rondonópolis
140,24
0,02
Diamantino – Santos
460,60
1,23
Rondonópolis – Alto Taquari
–
0,00
Rondonópolis – Maringá
–
0,00
Rondonópolis – Paranaguá
373,05
0,00
Rondonópolis – Santos
381,38
0,00
Sapezal – Porto Velho
–
0,00
Sorriso – Alto Taquari
–
0,00
Sorriso – Cuiabá
115,00
-2,38
Sorriso – Miritituba
283,75
-0,44
Sorriso – Paranaguá
471,97
-0,09
Sorriso – Rondonópolis
157,96
0,00
Sorriso – Santos
480,00
-0,59
ÁREA 25/26
Mato Grosso
7.434.288,03
0,00
Médio-Norte
2.670.700,88
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.401.187,55
0,00
Mato Grosso
58.036.957,95
1,12
Médio-Norte
22.138.082,28
2,19
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