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CEO da Vale compara minerais críticos a “novo petróleo” e pede investimento


O CEO da Vale, Gustavo Pimenta, disse nesta sexta-feira (28) que o Brasil precisa acelerar investimentos na cadeia mineral e comparou os minerais críticos — alvos das maiores potenciais mundiais — ao “novo petróleo”.

“Os minerais críticos vão ter um papel geopolítico e econômico muito importante nos próximos cem anos. É o novo combustível, o novo petróleo das próximas gerações”, declarou durante o evento Lide Mineração, em São Paulo.

Pimenta destacou o licenciamento como uma das agendas prioritárias do setor e um desafio para atrair investimentos. Segundo o executivo, o Brasil está longe de alcançar o potencial de produção no território nacional.

“O Brasil é um país abençoado. Nós temos a tabela periódica no nosso território, todos os minerais em abundância. No entanto, apesar de todo esse potencial, estamos ficando para trás na corrida (mineral). A gente não tem conseguido acompanhar”, destacou.

Gustavo Pimenta comparou o nível de produção do Brasil em minerais estratégicos desde 2010 com outros países que apresentavam níveis produtivos semelhantes. De lá para cá, nações como Austrália (minério de ferro), República Tcheca (níquel) e RD Congo (cobre) cresceram exponencialmente, enquanto o Brasil cresceu menos.

“Quando a gente olha a relevância da nossa oferta comparada ao nosso potencial de reserva, ele é muito inferior”, disse.

Para mudar esse cenário, o CEO ressaltou ser preciso conciliar a agenda produtiva com a ambiental por meio da tecnologia, com menos utilização de território, mais circularidade e rejeito zero, sendo “o mais digital possível”.

“O Brasil tem potencial enorme de ser um grande líder nesse processo de transição energética, de ofertar esses minerais críticos para tudo que a gente vem fazendo.”



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