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“Carrego uma história por anos”, diz Valérie Perrin sobre rotina de escrita


A escritora francesa Valérie Perrin, 59, revelou que “carrega uma história por muito tempo” antes de iniciar sua rotina de escrita. Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, ela citou que costuma amadurecer suas histórias por anos.

“Eu geralmente carrego uma história por muito tempo. Acho que ‘Os Esquecidos de Domingo’ foi a história que carreguei por mais tempo dentro de mim. Eu a carreguei, sonhei com ela por mais de 10 anos. Ela se formava na minha cabeça”, mencionou sobre seu primeiro romance, que recentemente chegou ao Brasil, por meio da editora Intrínseca.

Para as suas demais obras, ela revela cada um nasce com uma intenção diferente. “Para os romances seguintes, foi a mesma coisa. Eu penso neles durante meses ou até anos e um dia faço algumas anotações, um dia abro meu computador com essas pequenas anotações — não são muitas. Tenho mais ou menos o começo e o final do romance, os personagens de quem quero falar, os grandes temas que quero abordar, e a partir daí começo a escrever e me deixo levar.”

Perrin também contou que há traços pessoais em seus personagens, embora nenhum seja totalmente autobiográfico. “Acho que há um pouco de mim em cada um dos personagens”, afirmou. Ainda assim, reforça que tudo passa por transformação: “Nada é 100% real, na verdade… você busca coisas verdadeiras, pegamos sempre pegamos coisas verdadeiras e transformamos, porque é um romance.”

Valérie Perrin nasceu em 1967, em Remiremont, e cresceu na Borgonha. Fotógrafa e roteirista, já ganhou diversos prêmios, teve suas obras publicadas em cerca de sessenta países e se tornou uma das escritoras francesas mais lidas do mundo. Além do romance de estreia mencionado acima, ela é autora de “Água fresca para as flores”, “Três” e “Querida tia“, todos publicados pela Intrínseca.



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