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Caminhoneiros avaliam medidas do governo e mantêm ameaça de greve


Lideranças dos caminhoneiros voltam a se reunir nesta quarta-feira (18), às 16h, para avaliar se as medidas anunciadas pelo governo federal são suficientes para evitar uma paralisação nacional. Apesar dos acenos recentes, a categoria ainda não descarta a possibilidade de greve.

A reunião foi confirmada por Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), uma das principais entidades que representam os caminhoneiros autônomos. Segundo ele, houve uma conversa na noite de terça-feira (17), com a Casa Civil, na qual o governo teria sinalizado o “travamento” do custo mínimo do frete.

Essa medida foi anunciada na manhã de quarta-feira pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que afirmou que o governo vai intensificar a fiscalização para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete. Empresas que descumprirem a tabela poderão ser impedidas de operar no transporte de cargas, além de sofrer autuações mais rigorosas.

Apesar disso, os caminhoneiros seguem com uma pauta mais ampla de reivindicações. A categoria pede, por exemplo, a isenção de pedágio para caminhões vazios em momentos de crise — algo que poderia ser identificado pela suspensão dos eixos dos veículos. 

Também cobram maior fiscalização sobre o preço do diesel, com atuação da ANP (Agência Nacional do Petróleo), do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do Ministério da Justiça, além da criação de um teto emergencial para o combustível.

Outras demandas incluem a reestatização da Petrobras e críticas às medidas já adotadas pelo governo, como a desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel. Segundo Landim, a iniciativa não teve efeito prático e foi seguida por um aumento, por parte da Petrobras, de R$ 0,38 no preço do combustível. A decisão final sobre uma possível paralisação deve sair após a reunião desta tarde.



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