Sentir um odor mais forte da boca de um cão pode parecer algo comum, mas costuma esconder problemas que estão além da língua e dos dentes. O mau hálito dos animais não deve ser ignorado, já que este pode ser o primeiro sintoma de doenças em órgãos como os rins e fígado.
Muitos tutores podem acreditar que a halitose dos pets pode ser apenas falta de escovação. No entanto, complicações relacionadas a esse odor podem prejudicar fortemente a saúde desses animais.
De acordo com a médica-veterinária Vanessa Mesquita à CNN Brasil, esse odor mais forte pode ser proveniente de bactérias que estão em excesso na boca do pet, porém, elas podem migrar para a corrente sanguínea e afetar órgãos importantes, como o coração e os rins.
“A gente precisa também ficar atento nessa questão da halitose, porque muitas doenças também vêm desse mau hálito, como, por exemplo, um animal que apresenta uma alteração renal. Geralmente, ele vai apresentar um mau hálito diferente do normal”, explica a profissional.
A doença periodontal também causa a halitose. Nesse caso, as bactérias formam uma espécie de placa bacteriana que leva ao tártaro. Para resolver essa questão, a indicação é levar até um médico-veterinário para realizar uma raspagem.
“O veterinário vai usar um ultrassom para ver se a raiz está comprometida. Ele vai conseguir fazer uma avaliação bem rigorosa da cavidade oral”, afirma Vanessa.
Ela afirma que orienta os tutores a praticarem a escovação dos pets, que é a única forma de prevenir esse odor tão forte. “Com a escovação, a gente bagunça essas bactérias e elas não formam a placa bacteriana”, segue.
Saúde começa pela boca
Assim como nos humanos, a saúde dos animais começa pela boca. Evitando esse acúmulo de sujeira, as bactérias chegam mais dificilmente à corrente sanguínea dos animais.
Quando deixam a boca, podem migrar para o coração, causando cardiopatia bacteriana, ou endocardite infecciosa. O pulmão também pode ser alvo dessas bactérias, assim como os rins.
“Quando a gente diz que a saúde começa pela boca, não é uma frase que se aplica só para nós humanos, mas muito também para os pets”, conclui Vanessa Mesquita.










