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Brasileira de 20 anos vence prêmio internacional de biologia quântica


A estudante carioca Gabriela Frajtag, de 20 anos, foi premiada em uma competição internacional de artigos que discutiu a relação entre física quântica e biologia.

Recém-graduada, ela foi a única brasileira entre os vencedores do concurso promovido pela Foundational Questions Institute (FQxI), em parceria com o Paradox Science Institute e com apoio do IDOR Ciencia Pioneira.

Ao todo, 97 textos foram enviados por participantes de seis continentes, entre acadêmicos, médicos, cientistas e estudantes. Oito autores foram premiados e dividiram US$ 53 mil — cerca de R$ 300 mil.

Os três primeiros colocados ficaram com 80% do valor total. Gabriela recebeu o Prêmio Especial de Graduação, no valor de US$ 3 mil (aproximadamente R$ 16 mil), por ter participado ainda durante a graduação.

O artigo da brasileira, intitulado “The Quantum of Biology: History and Future”, analisa a evolução histórica da área e discute o que chama de “quantum da biologia” — o conjunto mínimo de recursos quânticos que um sistema vivo precisaria gerar ou explorar para obter vantagem adaptativa.

Ganhar um prêmio internacional foi uma grande surpresa. É algo que não só vai agregar para minha carreira, mas também me faz acreditar mais na minha capacidade como cientista.

Gabriela Frajtag

O tema desta edição foi a chamada biologia quântica, campo que investiga se fenômenos quânticos podem desempenhar papel relevante em sistemas vivos. Segundo o diretor científico da FQxI, David Sloan, os textos premiados oferecem um panorama do campo e reforçam a necessidade de ampliar as pesquisas na área.

A interface entre física quântica e biologia ganhou projeção ainda em 1944, quando o físico austríaco Erwin Schrödinger publicou o livro “What Is Life? The Physical Aspect of the Living Cell”. Um dos fundadores da mecânica quântica, Schrödinger formulou sua equação em 1925. Em referência ao centenário, 2025 foi declarado pela UNESCO como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas.

O primeiro lugar, em empate, ficou com Samuel Morriss, médico na Austrália, e Connor Thompson, doutorando na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. Outros participantes também receberam segundo e terceiro lugares e menções honrosas.

Criado em 2006 pelos físicos Max Tegmark e Anthony Aguirre, o FQxI financia pesquisas exploratórias nas ciências físicas e já concedeu mais de US$ 29 milhões em bolsas para projetos em diferentes áreas.



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