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Brasil e 16 países concentram casos de doenças tropicais negligenciadas


O Brasil está entre os 16 países que concentram 80% dos casos de DTNs (doenças tropicais negligenciadas) no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

O dado foi divulgado, nesta segunda-feira (17), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em conferência no 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MEDTROP 2026), em Brasília. 

Os números fazem parte de uma análise do Ministério da Saúde que monitora um conjunto de doenças tropicais negligenciadas que inclui malária, doença de Chagas, leishmanioses, hanseníase, tuberculose, esquistossomose, geo-helmintíases, tracoma, oncocercose, filariose linfática e raiva humana. 

Entre essas doenças, quatorze fazem parte do Programa Brasil Saudável, projeto que estabeleceu uma meta de eliminar essas doenças e infecções até 2030 e ainda elegeu 209 municípios prioritários por alta carga. 

Quanto ao balanço de 2025, os resultados apontam que o país fechou o ano com a menor taxa de casos de malária dos últimos 48 anos e registrou uma queda de mais de 50% dos casos na Terra Indígena Yanomami.  

Já em relação a hanseníase, doença infecciosa crônica, 81,3% dos municípios brasileiros estão há cinco anos consecutivos sem casos novos em pessoas com menos de 15 anos.  

Quanto a tuberculose, o uso do teste rápido molecular saltaram de 4,3% para 63%.  

Na oncocercose, também conhecida como “cegueira dos rios” ou “mal do garimpeiro”, a cobertura de tratamento coletivo subiu de 68% para 85,4% em 2025. Durante a apresentação dos dados, o ministro também mencionou a eliminação da transmissão vertical do HIV, que já foi certificada.  

Já a hepatite B, em julho deste ano, o Ministério da Saúde já havia entregado à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) o dossiê oficial que solicita a validação do Brasil como país livre da transmissão vertical, de mãe para filho, da doença.  

A transmissão vertical da sífilis, no entanto, segue como a principal pendência do Brasil.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix 



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