O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atua nesta sexta-feira (25) no combate a 20 incêndios florestais distribuídos por 16 municípios do Mato Grosso. As equipes trabalham para conter as chamas, evitar novos avanços e proteger áreas atingidas.
As ocorrências estão concentradas em Água Boa, Alto Paraguai, Cuiabá, Gaúcha do Norte, Guarantã do Norte, Juara, Juína, Marcelândia, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Novo Santo Antônio, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poconé, Tesouro e União do Sul.
Segundo o CBMMT, Guarantã do Norte, Marcelândia, Nova Bandeirantes e Novo Santo Antônio registram dois incêndios cada. Nos demais municípios, há uma ocorrência em andamento por localidade.
O trabalho inclui combate direto às chamas, monitoramento das áreas afetadas e ações para preservar vidas, propriedades rurais e o meio ambiente. Conforme a necessidade de cada operação, os bombeiros recebem apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar.
152 focos de calor em 24 horas
Além dos incêndios em combate, o Estado registrou 152 focos de calor nas últimas 24 horas, segundo a última checagem, realizada às 17h, no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados foram obtidos pelo Satélite de Referência (Aqua Tarde).
Do total, 109 focos estão na Amazônia, 41 no Cerrado e dois no Pantanal. Também foram identificados 16 focos em Terras Indígenas: seis na Terra Indígena Kayabi, em Apiaka/Kayabi, em Juara; seis na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; dois na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência; um na Terra Indígena Roosevelt, em Rondolândia; e um na Terra Indígena Wedezé, em Cocalinho.
O CBMMT esclarece que um foco de calor, isoladamente, não significa necessariamente um incêndio florestal. O registro representa uma área com temperatura elevada identificada por satélite, que pode ou não estar relacionada ao fogo. Incêndios, em geral, são identificados pela concentração de diversos focos em uma mesma área.
Nas Terras Indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, pois o Estado não possui autorização para atuar nessas áreas.
Monitoramento e uso irregular do fogo
O CBMMT também monitora possíveis ocorrências de uso irregular do fogo por meio da Operação Infravermelho. O trabalho é coordenado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com imagens de satélite e outras tecnologias, a operação busca identificar antecipadamente áreas com risco de incêndio ou locais onde o fogo tenha sido iniciado ilegalmente. A atuação envolve tanto medidas de prevenção quanto a responsabilização de infratores.
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo, o Corpo de Bombeiros já atuou na extinção de incêndios em Água Boa, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.
O CBMMT reforça que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, a proibição vale durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e resultar nas penalidades previstas em lei. Denúncias podem ser feitas pelo 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou pelo 190, da Polícia Militar.
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