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Bolsonaro completa uma semana internado sem previsão de alta


Internado desde a última sexta-feira (13), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue na UTI do Hospital DF Star, sem previsão de alta. A equipe médica havia indicado, no início do tratamento, a expectativa de pelo menos uma semana de internação.

O boletim médico mais recente, divulgado na quinta-feira (19), aponta melhora em aspectos tomográficos e nos marcadores inflamatórios. Isso significa que exames recentes indicam evolução no quadro pulmonar e redução da inflamação, que costuma regredir mais lentamente que a infecção.

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão no âmbito da condenação por trama golpista, no complexo penitenciário conhecido como “Papudinha”, em Brasília.

O ex-presidente foi internado após apresentar um quadro de pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. Na ocasião, passou mal e precisou ser encaminhado ao hospital.

Após a internação, a defesa protocolou novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que Bolsonaro cumpra a pena em regime domiciliar. No documento, os advogados pedem que Moraes reconsidere a decisão anterior que havia negado a medida. A defesa busca a transferência para prisão domiciliar desde o fim do ano passado.

Segundo apuração da CNN, o ministro deve analisar o pedido após a realização de uma perícia médica no ex-presidente, prevista para ocorrer após seu retorno do hospital ao sistema prisional.

O ministro já determinou a realização de perícias em casos semelhantes antes de decidir sobre pedidos de prisão domiciliar e, nos últimos meses, rejeitou ao menos quatro solicitações da defesa. Com base em laudos médicos, Moraes avalia que a estrutura de atendimento disponível na Papuda é adequada para o acompanhamento do ex-presidente.

Aliados de Bolsonaro também têm se movimentado para sensibilizar o STF a conceder o benefício por razões humanitárias. A avaliação é que, mesmo em caso de alta hospitalar, há risco de novas intercorrências, o que poderia levar a sucessivas idas e vindas entre o sistema prisional e unidades de saúde, com potencial desgaste para a Corte.

Na quinta-feira (19), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também levou a Moraes a preocupação com o estado de saúde de Bolsonaro. O pleito se deu durante uma agenda do republicano na Corte, que também se reuniu com os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Gilmar Mendes e com o presidente do STF, Edson Fachin.



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