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Basf amplia crédito com operações estruturadas para o agro


Em meio a um cenário ainda desafiador para o crédito rural, a Basf reforça a estratégia de ampliar a oferta de operações estruturadas como forma de financiar o agronegócio e, ao mesmo tempo, atrair investidores do mercado financeiro. A avaliação da companhia é de que a expectativa de queda nos juros pode favorecer esse tipo de instrumento, que busca reduzir riscos e garantir retorno aos aplicadores.

Em entrevista exclusiva à CNN Brasil Agro, Marcelo Batistela, vice-presidente da Basf Brasil Agro, afirmou que a empresa pretende expandir a atuação nesse modelo de financiamento.

“Nossa intenção é continuar ofertando crédito com oportunidade de investir e mitigar o risco da atividade. É uma oportunidade que já exploramos e não vamos parar. Temos hoje a expectativa de avançar conforme a demanda cresce no mercado”, disse.

Segundo o executivo, o acesso a crédito adequado é condição essencial para a sustentabilidade da atividade agrícola.

“O setor precisa ter acesso a um nível de crédito que consiga remunerar a atividade e garantir o retorno necessário para a continuidade dos investimentos. As operações estruturadas diminuem o custo de risco e geram retorno ao mercado. Sem investimento, não há produtividade e segurança para as captações”, explicou.

Governança

Para Eduardo Gradiz, head de operações financeiras da Basf, o atual ambiente econômico — marcado por margens mais estreitas, juros elevados e alongamento de dívidas — exige estruturas financeiras mais robustas para manter o fluxo de capital no campo.

“Em um cenário de margens estreitas, ambiente de taxas de juros elevadas e dívidas prolongadas, as operações precisam de fortalecimento e governança para atrair novos investidores e gerar retorno da operação do agro em caixa”, destacou.

Ele afirma que a empresa já colheu resultados positivos neste modelo e pretende avançar no próximo ano.

“Tivemos sucesso in 2025 e planejamos continuar ofertando estruturas de crédito em 2026. Estamos em um cenário desafiador, mas mais positivo do que no ano passado. Nosso papel vai além de oferecer crédito: queremos construir um mercado cada vez mais sólido para atrair investidores qualificados”, concluiu.

Fiagro-FIDC

Em janeiro, a Basf captou R$ 1,4 bilhão por meio de um Fiagro-FIDC  para financiar clientes da companhia.

O fundo, denominado Opea Agro Insumos e gerido pela Opea, é voltado ao financiamento da aquisição de insumos agrícolas. A operação teve o Itaú BBA como coordenador líder e o escritório Pinheiro Neto Advogados como assessor jurídico da emissão. Em 2025, o fundo registrou crescimento de 30%.

Os recursos foram captados por meio da cessão de recebíveis das vendas de insumos da Basf para distribuidores, cooperativas e produtores rurais — uma alternativa que vem ganhando relevância diante da necessidade de novas fontes de financiamento para o setor.



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