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Aumento de juros para cumprir meta de inflação ainda é incerto, diz Barkin


Ainda não está claro se o Federal Reserve dos ​EUA terá que aumentar as taxas de ​juros para levar a inflação à meta de 2% do banco central, afirmou nesta quinta-feira (13) o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, destacando várias razões para acreditar que as pressões sobre os preços irão diminuir por conta própria.

“O mistério da inflação não é se ela voltará à nossa meta de 2% ou não. ⁠O Comitê Federal de Mercado ​Aberto deixou claro que estamos comprometidos com isso”, disse Barkin em ​discurso preparado para ser proferido na Câmara de Comércio de Greenville, na Carolina ⁠do Sul.

“A questão em aberto é como ⁠ela chegará lá. O Fed precisará aumentar as taxas de ​juros ‌ou a inflação já está em trajetória de queda rumo à meta?”

Barkin observou ⁠que, em sua opinião, “grande parte do elevado nível de inflação atual decorre de choques, que devem passar”, incluindo tarifas e preços do petróleo mais altos, além do aumento ‌da ⁠demanda e dos ‌preços dos insumos e da mão de obra necessários para a expansão da inteligência artificial — um boom que “deve diminuir em algum momento”.

À medida que essas pressões diminuírem, “o ⁠nível atual das taxas de juros, na ⁠opinião de muitos, ainda é restritivo o suficiente para reduzir a inflação”, disse Barkin.

Embora Barkin não tenha ‌se pronunciado sobre se considera provável um aumento dos juros, ele também destacou preocupações de que a inflação atual, acima da meta, “esteja mais arraigada”, com riscos de problemas contínuos na cadeia de suprimentos e a possibilidade de que os ‌investimentos em IA persistam por tempo suficiente para continuar elevando os preços.

O fato de a inflação estar acima da meta desde 2021, disse ele, também ⁠acarreta o risco de “um deslocamento para cima nas expectativas de preços das empresas e dos consumidores”, um cenário que poderia elevar ainda mais a inflação e, possivelmente, ​tornar necessário um aumento das taxas.

Após um relatório recente fraco sobre o mercado de ​trabalho e dados de inflação que, em grande parte, atenderam às expectativas, investidores esperam que o Fed mantenha as taxas estáveis na próxima reunião de política monetária de setembro, mas que as aumente ‌em outubro ou dezembro.



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