Veja as principais notícias no MODO STORIES
Reuters: Fujimori tem vantagem irreversível; resultado não foi divulgado
Asma não afeta apenas os pulmões: o impacto emocional das crises
Polícia Civil cumpre prisão de mulher investigada pela morte da filha bebê
Motorola Edge 70 Max tem imagens vazadas e deve ter configuração premium
O chaveamento da Copa do Mundo após duas rodadas da fase de grupos.A projeção…
STM analisa hoje recurso de Bolsonaro em processo sobre perda de patente
Pacientes pagam por complementos da fertilização in vitro sem evidência robusta de eficácia, diz estudo
Suspeito de matar mulher trans em Nova Mutum é preso sete meses após o crime
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Asma não afeta apenas os pulmões: o impacto emocional das crises


A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que provoca sintomas como falta de ar, chiado no peito, tosse e sensação de aperto torácico. Já a ansiedade é uma resposta natural do organismo diante de situações percebidas como ameaçadoras, mas que pode se tornar excessiva e prejudicar a qualidade de vida quando ocorre de forma frequente ou intensa.

Quando a crise de asma vira medo constante

Embora sejam condições distintas, existe uma relação estreita entre asma e ansiedade. Muitas vezes, uma pode influenciar diretamente a outra, criando um ciclo que dificulta o controle dos sintomas e aumenta o sofrimento da pessoa.

Quem já passou por uma crise de asma sabe o quanto a sensação de não conseguir respirar adequadamente pode ser assustadora. Durante uma crise, o indivíduo pode sentir medo intenso, insegurança e até pânico. Esse impacto emocional não desaparece necessariamente quando os sintomas respiratórios melhoram. Algumas pessoas passam a viver em estado de alerta constante, preocupadas com a possibilidade de uma nova crise acontecer a qualquer momento.

Esse medo pode gerar comportamentos que limitam a rotina, como evitar exercícios físicos, viagens ou atividades sociais. Aos poucos, a preocupação excessiva com a respiração pode favorecer o desenvolvimento ou agravamento de quadros de ansiedade.

Como a ansiedade pode piorar os sintomas respiratórios

Por outro lado, a ansiedade também pode interferir nos sintomas da asma. Quando uma pessoa está ansiosa, o organismo entra em estado de alerta e libera substâncias relacionadas à resposta ao estresse. Além disso, a respiração tende a se tornar mais rápida e superficial. Essa mudança no padrão respiratório pode aumentar a sensação de falta de ar, aperto no peito e desconforto respiratório.

Em alguns casos, os sintomas da ansiedade podem ser tão semelhantes aos da asma que se torna difícil diferenciá-los. Sensação de sufocamento, respiração acelerada, aperto no peito e desconforto físico podem estar presentes em ambas as situações. Isso pode gerar ainda mais preocupação, levando a pessoa a interpretar qualquer alteração respiratória como o início de uma crise grave.

Por que reconhecer essa ligação muda o tratamento

Reconhecer essa conexão é essencial para evitar interpretações equivocadas dos sintomas. Quando a pessoa compreende que fatores emocionais podem influenciar sua respiração, torna-se mais fácil identificar os sinais do corpo e buscar estratégias adequadas para lidar com cada situação.

Forma-se, então, um ciclo: a asma gera medo e ansiedade; a ansiedade aumenta a percepção dos sintomas respiratórios; essa percepção intensificada aumenta o medo; e o medo, por sua vez, alimenta ainda mais a ansiedade.

Estudos mostram que pessoas com asma apresentam maior frequência de sintomas ansiosos quando comparadas à população geral. Além disso, a presença de ansiedade pode estar associada a pior qualidade de vida, maior procura por serviços de saúde e maior dificuldade para manter o controle adequado da doença respiratória.

Por isso, o tratamento da asma não deve se limitar apenas ao controle dos sintomas físicos. É fundamental considerar também os aspectos emocionais envolvidos. O acompanhamento médico regular, o uso correto das medicações prescritas e o conhecimento sobre a doença ajudam a aumentar a sensação de segurança e reduzem o medo relacionado às crises.

Da mesma forma, estratégias voltadas para a saúde mental podem trazer benefícios importantes. Psicoterapia, técnicas de relaxamento, atividade física orientada e hábitos saudáveis de sono podem contribuir para reduzir os níveis de ansiedade e melhorar o bem-estar geral.

Cuidar da asma e da ansiedade de forma integrada permite que a pessoa tenha mais controle sobre sua saúde e sua rotina. Quando o corpo e a mente recebem atenção adequada, torna-se mais fácil interromper o ciclo entre dificuldade respiratória e sofrimento emocional, promovendo uma vida mais equilibrada e com melhor qualidade.

*Texto escrito pelo psiquiatra Rubens de Campos Filho (CRM SP 23040 | RQE Nº: 9375), professor e pesquisador no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Jundiaí e membro da ABP e AMB



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copa do Mundo 2026
Calculando...
Logo Alerta Mutum News