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Arko Advice: Blindagem institucional ao STF pode ruir a qualquer momento


Durante o WW, Lucas de Aragão, cientista político e sócio da Arko Advice, avaliou que a chamada “blindagem institucional” ao STF (Supremo Tribunal Federal) por parte do Legislativo pode ruir parcial ou totalmente após as próximas eleições.

A análise foi feita no contexto do mal-estar gerado pela quebra de sigilo, decretada pelo ministro André Mendonça, de mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Aragão destacou que a composição atual do Senado, com Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência da Casa, favorece uma postura de proteção ao STF. No entanto, ele ponderou que esse quadro pode se alterar significativamente em fevereiro de 2027. “Hoje a gente tem o Davi Alcolumbre, presidente do Senado, em fevereiro de 2027 a gente pode não ter”, afirmou.

Segundo ele, uma eventual “avalanche da direita no Senado” poderia resultar na eleição de nomes como Rogério Marinho (PL-RN) ou Tereza Cristina (PP-MS) para a presidência da Casa, reconfigurando a relação entre o Legislativo e o Judiciário.

O cientista político também apontou que o cenário eleitoral para a Presidência da República é de “absoluta indefinição”, com pesquisas mostrando empate numérico. Esse contexto, somado à possível mudança na composição do próprio STF — com a perspectiva de três ou quatro novos ministros —, poderia gerar uma dinâmica de poder completamente diferente da atual.

Discussão sobre Moraes pode ficar para depois das eleições

Aragão revelou que, com base em conversas com assessores de membros do STF, há uma vontade interna de que o debate sobre Alexandre de Moraes em plenário seja adiado para depois das eleições. “Existe uma vontade de deixar o assunto assentar um pouco”, disse.

Segundo ele, a intenção seria aguardar que o clima político se acalme antes de qualquer deliberação formal sobre o tema.

O analista ressaltou, contudo, que não há, no momento, nem uma vontade de acelerar para encerrar o assunto sem resposta, nem de dar uma resposta imediata à sociedade.

A razão, segundo ele, é a incerteza sobre as consequências de qualquer decisão. Aragão foi enfático ao afirmar que a sociedade não se satisfará com argumentos de ordem meramente técnica: “Isso vai ter repercussão política na urna institucional por muito tempo”.



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