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Argentina confirma segundo foco de gripe aviária em granja comercial


O Senasa (Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar) confirmou um segundo foco de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP), subtipo H5, em aves comerciais na Argentina. O novo caso foi identificado na localidade de Lobos, na província de Buenos Aires.

O diagnóstico foi validado pelo Laboratório Nacional em Martínez, após análise de amostras coletadas na propriedade.

Assim como no foco registrado anteriormente em Ranchos, que também fica localizado na província de Buenos Aires, o órgão ativou o plano de contingência, determinando a interdição imediata do estabelecimento e a criação de uma Zona de Controle Sanitário (ZCS).

Na área delimitada, serão adotadas medidas de contenção, reforço da biosseguridade, restrição de movimentação de aves e produtos, além de monitoramento e investigação epidemiológica.

No início desta semana, o órgão já havia detectado um primeiro caso em plantel comercial no município de Ranchos. Além disso, no Uruguai também foi detectado um caso de gripe aviária em ave silvestre.

O Senasa informou que também ficará responsável por supervisionar o abate sanitário e a destinação adequada das aves afetadas, seguido por um processo rigoroso de limpeza e desinfecção das instalações. A situação e as providências adotadas serão formalmente comunicadas à (OIE) Organização Mundial de Saúde Animal.

Com a confirmação do primeiro foco em granja comercial, a Argentina perdeu o reconhecimento internacional de país livre de influenza aviária de alta patogenicidade e suspendeu os embarques de produtos avícolas para mercados que condicionam as compras a esse status sanitário.

Apesar disso, acordos firmados em 2024 e 2025 permitem a continuidade das exportações para países e blocos que adotam os critérios de regionalização e compartimentação, mecanismos que limitam as restrições às áreas afetadas e preservam o comércio das regiões ou unidades produtivas consideradas livres do vírus.

A carne de frango in natura é o principal item impactado e enfrenta restrições em cerca de 40 destinos. Ainda assim, o efeito é mais brando do que nas crises sanitárias que ocorrem entre 2023 e 2025.

“A Argentina conseguiu manter um regime de acesso diferenciado para carne e derivados avícolas em mais de 35 mercados, reduzindo em quase 47% o número de países com bloqueios em comparação com episódios anteriores”, informou o Senasa por meio de nota.

Se não houver novos registros em estabelecimentos comerciais e após o prazo mínimo de 28 dias da conclusão do abate sanitário, limpeza e desinfecção da granja afetada, o país poderá se autodeclarar novamente livre da doença junto à Organização Mundial de Saúde Animal e pode pleitear a retomada plena do status sanitário.



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