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Após alerta, secretária rebate relator na CPMI: “vou falar minha verdade”


A secretária do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, Aline Bárbara Mota de Sá Cabral rebateu o relator da CPMI, Alfredo Gaspar, durante depoimento prestado na CMPI (Comissão Mista Parlamentar de Investigação) que apura descontos indevidos em salários de aposentados e pensionistas.

Gaspar perguntou se ela empacotava o dinheiro desviado e pediu que a secretária “pensar bem” antes de responder. “Eu estou pensando bem, e eu vou falar do que eu me lembro, da minha verdade e não do que você quer escutar”, respondeu Aline Bárbara.

A mulher, que trabalhou para “Careca do INSS” no período em que ele supostamente participou do esquema de fraudes no INSS, foi convocada pela CPMI na condição de testemunha. Ela atuou como secretária e, posteriormente, como gerente administrativa de empresas ligadas ao acusado, investigado na chamada Operação Sem Desconto.

Durante o depoimento, Gaspar questionou se Aline tinha conhecimento de que o dinheiro que ela recebia era fruto de roubo de aposentados. “Não, eu nunca soube, nunca desconfiei. Quando ele me contratou, ele se apresentou como um empresário de sucesso. Então não tinha, até então, por que eu questionar de onde vinha o dinheiro. Eu era uma secretária e não tinha por que eu investigar a vida dele”

Aline Bárbara afirmou que exercia funções comuns a uma secretária, como emissão de passagens aéreas, pagamentos de funcionários e demandas pessoais. Diante disso, disse que exerceria o direito de permanecer em silêncio.

“Considerando que há investigações em curso sobre os fatos tratados nesta CPMI e que não tenho acesso a tais procedimentos, por orientação da minha defesa exercerei o meu direito de permanecer em silêncio”, disse a secretária.



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