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Apesar de relação ruim com ministro, substituição no INSS gerou surpresa


A saída de Gilberto Waller Jr. da presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pegou de surpresa inclusive o próprio demitido. Conforme apuração da analista Isabel Mega ao Bastidores CNN, a notícia da substituição de Waller pela servidora de carreira Ana Cristina Silveira não era esperada pelo agora ex-presidente do órgão.

“De fato esse assunto acabou gerando uma certa surpresa até mesmo ao próprio demitido. Gilberto Waller não estava aguardando uma notícia como essa hoje”, relatou a analista.

A comunicação da decisão foi feita pelo secretário executivo do Ministério da Previdência Social, não diretamente por Wolney Queiroz, que permaneceu à frente da pasta mesmo durante o período de desincompatibilização eleitoral de outros ministros. Segundo fontes ouvidas pela analista, havia um desgaste significativo na relação entre Waller e Queiroz, o que teria culminado na demissão.

“O que eu ouvi de diferentes fontes foi de que havia um desgaste muito grande na relação entre ambos, eles não se davam bem. Esse é um pano de fundo importante para entender como é que isso culminou na demissão de Gilberto Waller Jr.”, apontou Isabel Mega.

O timing da substituição chamou atenção. A nota oficial informando a mudança de comando foi publicada às 10h57 da manhã desta segunda-feira (13). Curiosamente, apenas nove minutos depois, às 11h06, o site oficial do governo publicou uma notícia destacando resultados positivos na redução da fila do INSS. O texto mencionava um recorde de 1,6 milhão de análises e uma diminuição da fila de 3,1 milhões para 2,6 milhões em março.

Relação desgastada e bastidores políticos

Fontes próximas tanto do ministro quanto do ex-presidente do INSS confirmaram que os dois “não se davam bem”, conforme relatou Isabel Mega. Este seria o pano de fundo importante para entender a surpreendente substituição, apesar dos resultados positivos que vinham sendo alcançados na redução das filas do órgão.

A analista também apontou possíveis fatores políticos envolvidos na decisão. O PDT, partido que historicamente tem influência nas indicações para o Ministério da Previdência, poderia estar buscando uma reacomodação política visando apoios para pautas importantes do governo no Congresso Nacional. A nova presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, é servidora de carreira, trazendo um perfil mais técnico e menos político para o cargo.



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