O adolescente brasileiro de 15 anos suspeito de matar a mãe, Gabriela Barbosa, de 33 anos, em Oeiras, na região de Lisboa, já havia procurado autoridades para relatar problemas e episódios de violência dentro de casa. Familiares paternos também encaminharam denúncias a órgãos de Portugal e do Brasil nos meses anteriores à morte.
Família afirma que garoto pediu ajuda e fez denúncias sobre a situação vivida em casa antes da morte de Gabriela Barbosa
Foto: Foto: Reprodução.
Segundo documentos obtidos pelo UOL, os alertas da família paterna começaram em 18 de abril e foram enviados ao Núcleo de Infância e Juventude de Oeiras, à polícia portuguesa, ao Ministério Público e ao Itamaraty. Inicialmente, os relatos apontavam preocupação com a falta de supervisão dos dois filhos de Gabriela. Posteriormente, passaram a incluir alegações de agressões e ameaças.
Polícia confirma ocorrências envolvendo a família
A Polícia de Segurança Pública (PSP) informou que interveio em diferentes situações relacionadas à família e comunicou às entidades competentes os casos em que foram identificados possíveis riscos para os menores. À Folha de S.Paulo, a corporação informou que quatro ocorrências policiais foram registradas entre abril de 2025 e junho de 2026.
O adolescente também teria procurado diretamente a polícia. A família afirma que os retornos foram demorados. A PSP, por sua vez, declarou que não houve intenção de impedir uma denúncia e que o caso já estava sinalizado e sendo analisado pelos órgãos responsáveis. Entre as alternativas avaliadas estava a possibilidade de os filhos deixarem o ambiente materno e passarem a viver com parentes no Brasil.
O Jornal de Notícias, de Portugal, informou ainda que o jovem tentou denunciar uma situação de violência doméstica 17 dias antes da morte da mãe, no Dafundo, área do concelho de Oeiras.
Adolescente está internado em centro educativo
Gabriela foi encontrada morta no apartamento onde vivia com os filhos. O adolescente relatou à polícia ter provocado a morte da mãe por asfixia durante uma discussão. Por ter 15 anos, ele não responde pelo sistema penal comum português. O Tribunal de Família e Menores de Cascais determinou o internamento preventivo do jovem em um centro educativo.
A irmã dele, de quatro anos, ficou sob proteção das autoridades portuguesas. Familiares paternos viajaram a Portugal e iniciaram procedimentos para tentar obter a guarda da criança, enquanto parentes maternos também manifestaram interesse em levá-la ao Brasil.










