A PF (Polícia Federal) deflagrou uma nova fase da operação “Nova Aliança” na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, com o objetivo de erradicar o cultivo ilegal de cannabis e combater a atuação de facções criminosas na região. A ação, que teve início na segunda-feira (12) e se estende até o dia 23 de outubro, tem duração aproximada de duas semanas.
Trata-se da 58ª fase da operação, coordenada por Brasília e realizada em parceria com a SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai) e o Ministério Público paraguaio. Segundo o analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, ao CNN Novo Dia, a iniciativa busca cortar o problema na raiz, destruindo as plantações que abastecem o crime organizado no Brasil.
Rota do tráfico e facções abastecidas
De acordo com integrantes da Polícia Federal, a região de fronteira é considerada a principal porta de entrada da maconha no país. A droga produzida no local segue de Mato Grosso do Sul para grupos criminosos em Goiás, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, abastecendo facções como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).
“Ali é a porta de entrada do tráfico internacional de drogas, da maconha para o Brasil, para abastecer as facções criminosas”, destacou Maia.
A operação conta com apoio aéreo e terrestre. Aeronaves sobrevoam a área enquanto equipes em solo realizam o corte e a queima de toda a plantação de cannabis identificada na região. O objetivo é asfixiar financeiramente o crime organizado, privando as facções de uma importante fonte de abastecimento e lucro.
Histórico de resultados expressivos
Segundo Elijonas Maia, a operação “Nova Aliança” existe desde 2012 e acumula resultados significativos ao longo dos anos. Somente no ano passado, em uma das fases realizadas na mesma região, a Polícia Federal conseguiu erradicar 5,5 toneladas de maconha.
Desde o início da operação, a PF já destruiu 14 mil hectares de plantações e eliminou mais de 45 mil toneladas de cannabis cultivada na faixa de fronteira.










