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À CNN, Ronaldo exalta “Miami brasileiro”, elogia Sinner e aconselha Fonseca


Presença frequente nas arquibancadas do Miami Open, Ronaldo Nazário voltou a prestigiar o torneio neste sábado (28), quando acompanhou a final feminina vencida por Aryna Sabalenka sobre Coco Gauff por 2 sets a 1.

Em entrevista à CNN, o ex-atacante falou sobre a relação com o evento, analisou o momento do circuito e projetou a decisão masculina entre Jannik Sinner e Jiri Lehecka.

Antes mesmo da entrevista, Ronaldo já comentava detalhes da quadra, atento até à movimentação do sol durante os jogos. Ao falar sobre o torneio, o Fenômeno destacou o crescimento e a forte presença brasileira.

“Cara, eu acho que o Miami Open realmente é um case maravilhoso, de um Masters 1000 com relevância mundial e que a gente pode ter muito orgulho de dizer que é um evento brasileiro em Miami”, afirmou. “Com os patrocínios, com as ativações todas e com a quantidade de brasileiro que tem aqui, isso torna o evento cada vez mais brasileiro. E cada ano vem melhorando muito. A experiência que todo mundo tem aqui é uma experiência que vai lembrar para o resto da vida”.

Declaradamente apaixonado por tênis, ele valorizou o contato próximo com os atletas. “O tênis oferece essa magia de estar perto dos jogadores. Ver eles gritando, a força que colocam em cada golpe. Tem sido incrível, muito bacana”.

Admiração pelos melhores do ranking

Ronaldo também comentou a semifinal entre Sinner e Alexander Zverev, destacando a capacidade do italiano. “Ontem foi um jogo decidido num detalhe. O Sinner sacou muito, que não é uma especialidade dele”.

Ele ainda falou sobre a admiração por Carlos Alcaraz. “Eu tenho uma admiração especial pelo Alcaraz, tenho uma relação de amizade com ele, a gente se fala de vez em quando. É um cara muito legal, carismático, determinado. Uma pena que ele saiu cedo (da competição). Tinha até combinado de ver um jogo dele”.

Favoritismo de Sinner

Para a final masculina deste domingo (29), Ronaldo vê um cenário claro. “Eu acho muito favorito o Sinner. Ele está muito sólido, batendo muito forte na bola, sacando muito bem”.

Na análise do estilo do italiano, o ex-jogador fez uma comparação do estilo de jogo do número 2 com o líder do ranking.

“A diferença, para nós amadores, é imperceptível. Só os profissionais mesmo veem. Os jogos são decididos em detalhes muito pequenos, em pontos decisivos”, disse. “Eu acho que o Sinner é um Djokovic mais jovem. Cruza, cruza, cruza e depois vira o lado. É muito legal. O Alcaraz é mais espetacular, mais imprevisível”.

Eu adoraria ser um robô com uma perfeição dessa como o Sinner. Eu vi a velocidade que ele bate na bola, a altura que passa quase sempre um metro da rede. A bola vai quase sempre um metro da linha do fundo. Em duas bolas, o adversário já chega com dificuldade”, concluiu.

Conselho a Fonseca

Ao comentar o cenário dos jovens tenistas, Ronaldo citou diretamente João Fonseca, de 19 anos e atual número 39 do ranking da ATP, que vive início de carreira sob expectativa crescente.

No Invitational eu tive uma resenha boa com o João, que é um garoto muito determinado e que com certeza vai dar muita alegria para o brasileiro, vai levar nossa bandeira mundo afora”, disse.

Sobre a pressão, o ex-atacante fez um paralelo com o futebol. “A pressão é infinitamente menor do que no futebol. Mas quanto antes ele entender isso e entender jogar com pressão, entender a pressão externa, melhor ele vai se sair e melhor ele vai ter tranquilidade para continuar a evolução dele”, finalizou.

Luccas Oliveira viajou a convite do Itaú Unibanco



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