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Operação no Rio mira 19 policiais ligados ao bicheiro Rogério de Andrade


Ao todo, 19 policiais foram denunciados — sendo 18 militares e penais, da ativa e da reserva, além de um policial civil aposentado, que teria sido cooptado pela organização criminosa enquanto ainda estava no cargo. Até o momento, 15 mandados de prisão já foram cumpridos, incluindo Rogério de Andrade.

Ligação entre policiais e o bicheiro

Uma das figuras mais conhecidas do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Rogério de Andrade já está preso desde 29 de outubro de 2024. Ele foi detido em casa, na Barra da Tijuca, durante outra operação, e desde então está custodiado no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Segundo o Ministério Público, mesmo preso, o bicheiro segue como figura central nas investigações sobre a estrutura criminosa ligada à exploração de jogos de azar no estado.

De acordo com o MPRJ, os denunciados atuavam diretamente na segurança de locais usados para exploração de jogos de azar e utilizavam a condição de agentes públicos para proteger a estrutura da organização criminosa e evitar ações de fiscalização.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital e são cumpridos com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ e das corregedorias da Polícia Militar, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Polícia Civil. As diligências ocorrem em endereços no Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti.

O que diz a Polícia Militar

Em nota, a PMERJ (Polícia Militar do Rio de Janeiro) informou que equipes da Corregedoria Geral da corporação participam da ação do GAECO para cumprir mandados de prisão contra policiais militares da ativa e da reserva. A PM afirmou ainda que os agentes serão submetidos a PADs (Processos Administrativos Disciplinares), que vão avaliar a permanência deles nos quadros da corporação. Após as prisões, os policiais serão encaminhados para a Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O comando da corporação ressaltou que não compactua com desvios de conduta ou crimes praticados por seus integrantes e que pune com rigor os envolvidos quando as irregularidades são comprovadas



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