Veja as principais notícias no MODO STORIES
Venda de veículos surpreende em março e dispara para quase 270 mil unidades
Vendas de veículos sobem no 1º trimestre e têm melhores resultados
Gemini ganha novos recursos de apoio à saúde mental
Praga do milho provoca prejuízo de R$ 33,6 bilhões por ano
Polícia Civil cumpre 21 ordens judiciais e desarticula facção comandada por mulher em MT; veja vídeo
Após ameaça de Trump, Canadá alerta contra ataques a alvos civis na guerra
Empresa ganha licitação para construção de terminais do BRT em MT
Polícia Civil de SP faz operação contra o PCC em quatro cidades
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

China vê guerra contra o Irã como sinal de declínio dos EUA, diz professor


A China observa o atual conflito no Oriente Médio como parte de um processo mais amplo de perda de influência global dos Estados Unidos, segundo avaliação do professor de Relações Internacionais Marcus Vinícius De Freitas, que também é professor visitante da Universidade de Relações Exteriores da China. 

Em entrevista ao jornal WW, da CNN Brasil, ele afirmou que, na leitura chinesa, o conflito representa uma decisão estratégica de Washington que tende a acelerar o desgaste da liderança americana. 

“A China vê e observa este processo como mais uma pedra que os americanos estão colocando na sua queda hegemônica, porque é uma guerra de escolha, não é uma guerra que tinha razão para acontecer”, disse. 

Freitas também destacou que a forma como o conflito é retratado no Ocidente nem sempre corresponde à complexidade da situação no Oriente Médio. Para ele, iniciativas de ouvir diferentes lados ajudam a ampliar a compreensão internacional. “No geral você tem uma visão um tanto distorcida desta guerra em determinadas situações”, afirmou. 

De acordo com o professor, Pequim acompanha a crise com cautela e espera críticas internacionais pela forma como conduz sua política externa, especialmente por manter relações com países como o Irã. “Os chineses sabem que vão sofrer críticas, mas entendem que isso faz parte de toda uma campanha que é feita contra a China”, explicou.  

O professor citou também declarações do ex-embaixador dos Estados Unidos na China, Nicholas Burns, que questionou o papel de Pequim como aliado internacional. “Ele falou: ‘Olha, de que adianta ser aliado da China se na hora em que você precisa a China não ajuda você?’”, relatou Freitas. 

Segundo o professor, a posição oficial chinesa continua baseada no princípio de não intervenção e na defesa do fim imediato das hostilidades. “A posição da China é não intervenção, parar a guerra”, destacou.  

Ele acrescentou que, nesse contexto, o grupo de países do Brics — formado por Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Egito, Etiópia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã e Indonésia — poderia ter papel relevante para pressionar por uma solução diplomática, embora reconheça divisões internas entre seus membros. “Os Brics, nesse caso, estão rachados, há uma divisão”, ressaltou. 

Para ele, sem uma mobilização mais firme de atores internacionais, será difícil interromper a escalada do conflito. “Se não houver um posicionamento de alguns países no sentido de forçar os Estados Unidos e Israel a mudarem o seu procedimento, fica difícil de esta guerra parar”, concluiu. 



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News