Raphael Montes é um autor que costuma se aventurar em diversos gêneros. Mas, disse ter precisado de mais maturidade antes de mergulhar na história de “A Estranha na Cama”, seu primeiro thriller erótico, lançado durante a Bienal do Livro de São Paulo, entre os dias 4 e 13 de setembro.
“É uma ideia que eu já tenho, pelo menos, há uns 7 anos de fazer uma história nesse subgênero”, contou Montes com exclusividade para a CNN Brasil. “Escrever sobre sexo na literatura é muito desafiador. Tem até uma frase provocativa no livro que diz que ‘sexo é mais polêmico que violência’ e é realmente uma coisa em que eu acredito”, prossegue o autor.
Montes explica que a polêmica está justamente nas personagens femininas, que geralmente são centrais em histórias de suspense, mas como vítimas, geralmente do primeiro crime que abre a história, e não como um sujeito tendo sua liberdade sexual explorada.
“Então é nesse aspecto que, talvez, eu fui adiando, até [ter] maturidade necessária para escrever uma história que flertasse e provocasse nesse lugar”, refletiu.
“A Estranha na Cama” chega às livrarias e em breve estará no streaming também: a Netflix já está desenvolvendo sua adaptação audiovisual, com direção de Esmir Filho. Paolla Oliveira já até publicou fotos nos bastidores do longa.
Montes e Oliveira inclusive participaram de um painel sobre o lançamento no dia 05, durante a Bienal do Livro,
Há mais gêneros a serem explorados
Montes ainda falou sobre o desejo de explorar variações dentro do universo em que escreve. “Eu gosto de fazer livros muito diferentes entre si. Cada livro [meu] homenageia um subgênero do policial, suspense, mistério”, relata.
O autor vai do suspense psicológico com “Dias Perfeitos” até o suspense domiciliar em “Uma Família Feliz”, mas tem uma lista extensa do que quer experimentar, como body horror (gênero em que o corpo é a fonte de mistério ou suspense, como em “A Substância”) e o folk horror, com história que abordem o terror relacionado à fé. “Ou seja, tratar de outro assunto polêmico”, brinca.
Ele também tem vontade de explorar mais o sobrenatural em seus livros, algo que ele visitou muito pouco em “O Vilarejo”.
“Vontade é o que não falta, e ideia também não, porque eu já tenho ideia para tudo isso que estou falando aqui, só falta escrever”, reforçou.










