Pelo menos 73 pessoas ficaram feridas em ataques contra a Arábia Saudita realizados pelos houthis, grupo apoiado pelo Irã que atua no Iêmen, informou nesta terça-feira (8) a coalizão liderada pelos sauditas no país, prometendo responder com firmeza à mais recente escalada das hostilidades.
Em comunicado pelas Forças da Coalizão, autoridade saudita confirma o ataque, classificado “uma escalada perigosa que confirma a postura hostil e irresponsável dessa milícia terrorista”.
— المتحدث الرسمي باسم قوات التحالف (@CJFCSpox) September 8, 2026
Na nota, o porta-voz oficial das Forças da Coalizão, major-general Turki Al-Maliki, afirma que os houthis realizaram ataques contra instalações civis e econômicas nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran.
“Deixaram 73 civis feridos, incluindo mulheres e crianças, e constituem uma flagrante violação da soberania do Reino, além de uma ameaça direta à segurança e à integridade de seus cidadãos e residentes”, diz Al-Maliki.
Os houthis, que controlam as áreas mais populosas do Iêmen e grande parte do norte do país, vêm realizando ataques contra a Arábia Saudita desde que anunciaram, em julho, um bloqueio naval contra Riad, com ofensivas contra embarcações no Mar Vermelho.
A mais recente escalada foi “perigosa”, já que os houthis atacaram instalações civis e econômicas no maior exportador de petróleo do mundo e líder de fato da Opep, afirmou nesta terça-feira o porta-voz da coalizão liderada pelos sauditas no Iêmen.
“A coalizão tomará todas as medidas operacionais necessárias para dissuadir essa milícia terrorista e confrontará firmemente sua postura hostil”, afirma o coronel Turki al-Malki em comunicado.
“O Comando também tomará todas as medidas e ações necessárias para responder às fontes da ameaça e neutralizar seu perigo”, completa.
Na segunda-feira, o jornal Financial Times informou que instalações petrolíferas da Aramco em Jazan foram atingidas em novos ataques e que os danos estavam sendo avaliados. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a informação, e a Aramco não comentou o caso.
*Com informações da Reuters










