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Wellington pressiona Pivetta sobre sigilo bancário e troca de acusações domina confronto


O debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso na TV Vila Real, realizado nesta terça-feira (1º), foi marcado por um embate direto entre o senador Wellington Fagundes (PL) e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O confronto ganhou tom pessoal quando Wellington voltou a questionar acusações feitas por Pivetta ao longo da pré-campanha e desafiou o adversário a abrir o sigilo fiscal e bancário.

Durante o debate, Wellington afirmou que Pivetta tem feito acusações sem apresentar provas e relembrou episódios políticos do passado envolvendo a gestão do ex-governador Pedro Taques. Em seguida, lançou um desafio público ao adversário.

“Porque também, desde o início da campanha, aliás, antes, lá na pré-campanha, ele fazia acusações, acusações, acusações, e nunca provou nada. Na campanha do Pedro Taques, ele foi coordenador do Pedro Taques, e ele, como coordenador, que indicou o secretário de Fazenda, que até hoje o secretário, até agora pouco era o secretário, ele não provou. Eu quero saber, você vai pro cartório quebrar o sigilo, como você disse, e não o fez na época que eu, junto com a minha família, quebrei o sigilo? Você tem coragem de quebrar o seu sigilo?”, questionou Wellington.

Na resposta, Pivetta evitou abordar diretamente o pedido de quebra de sigilo e destacou sua trajetória empresarial e política, ressaltando sua participação no desenvolvimento de municípios mato-grossenses e na gestão estadual.

“Candidato, eu tenho a posse do necessário, desde muito jovem, porque eu trabalhei muito, eu tenho a consciência tranquila, eu tenho muita fé no futuro, e é isso que me mantém na política, o dever de servir, de ser um político diferenciado. Eu ajudei a construir a cidade de Lucas, que é modelo, o senhor mesmo cansou de falar, Nova Mutum, que é modelo, ajudei o Mauro, nesses sete anos e meio, com muita dedicação, trabalho e resultado. O Mauro foi um grande governador para Mato Grosso. O senhor cansou de dizer isso quando andava junto com ele por aí. Um grande governador, mas eu serei melhor do que ele, porque eu tenho experiência, tenho vontade e tenho disposição para servir o povo de Mato Grosso, diferente do senhor que ficou 35 anos sugando o povo de Mato Grosso”, disparou.

Na réplica, Wellington voltou a cobrar uma resposta objetiva sobre a abertura do sigilo e comparou sua atuação política à trajetória administrativa do adversário.

“Nesses 34 anos, enquanto ele trabalhou por dois municípios e diz que até hoje não é conhecido, está há sete anos como vice-governador, agora que vai ser conhecido, eu, Wellington, trabalhei pelos 142 municípios, inclusive pelo município dele. Quando ele era prefeito, coloquei recursos. Também quando vi norte, prefeito. Queria ganhar de W.O. Não vai ganhar de W.O. Vai ser W.F. Wellington Fagundes e quebre o seu sigilo. Ele não respondeu. Tenha coragem de quebrar o seu sigilo, como você desafiou quando Pedro Taques, você era coordenador e me chamou para isso”, afirmou.

Na tréplica, Pivetta rebateu as insinuações, negou qualquer envolvimento com práticas de favorecimento político e disse que sua atuação sempre foi pautada pela independência e pela transparência.

“Candidato, eu sempre fui livre. Eu vim para a política com a liberdade de uma consciência tranquila. Eu nunca fiz noitadas em Brasília para fazer lobby, para arrumar negócios, para indicar agentes no Dnit, para intermediar negócios. Eu nunca fiz nada disso. Deus e todo o povo que me acompanhou ao longo da minha história sabe disso. Então o que eu quero é respeitosamente me dirigir ao povo de Mato Grosso. Meu número é 10. Eu fui prefeito de Lucas, ajudei a fazer Nova Mutum e ajudei no desenvolvimento da agricultura do estado de Mato Grosso. E estou ajudando Mauro a governar”, declarou.



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