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Se Mato Grosso fosse um país, seu ‘orçamento de impostos’ compraria a economia de Montserrat e Burundi


Imagine pegar toda a riqueza produzida por um pequeno país do Caribe ou da Oceania durante doze meses, empacotar e transformar essa quantia em impostos estaduais recolhidos em poucas semanas.

Foi exatamente isso que Mato Grosso fez ao ultrapassar a barreira dos R$ 35 bilhões arrecadados em tributos neste 2º dia de agosto.

O feito veio com oito dias de antecedência no calendário comparado ao ano anterior. Para dimensão do absurdo econômico: a cifra recolhida no estado é suficiente para “comprar” a economia de nações como Montserrat e ainda cobrir os custos operacionais de pequenos estados insulares do Pacífico.

O motor do leão mato-grossense

A pujança do agronegócio e a força do comércio nas cidades de médio e grande porte funcionam como uma bomba aspiradora de tributos. O ICMS estadual e o Imposto de Renda encabeçam a lista dos vilões — ou heróis, a depender do lado da mesa em que você senta — dessa arrecadação.

Polo EconômicoArrecadação Local (R$)Papel na Engrenagem
Cuiabá728,7 milhõesCentro financeiro e serviços
Rondonópolis196,6 milhõesHub logístico e industrial
Sinop147,2 milhõesCapital do Norte e comércio
Várzea Grande103,9 milhõesIndústria e serviços metropolitanos
Sorriso / Lucas158,3 milhões (somados)Coração do agronegócio global

A pergunta que a marca de R$ 35 bilhões deixa no ar é simples: se a arrecadação de Mato Grosso já rivaliza com o produto interno bruto de pequenos países soberanos, quando é que a infraestrutura, a malha viária e o custo de vida local vão refletir o padrão de vida dessas mesmas nações?

Enquanto a resposta não vem, o cronômetro do Impostômetro continua girando — e a velocidade só aumenta.

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